Comportamento, Educação

Autonomia infantil: veja como a escola pode ajudar nesse sentido

março 6, 2020
autonomia infantil
Tempo de leitura 6 min

Será que o nível de independência que as pessoas demonstram na vida adulta está relacionado à sua educação na infância? Com certeza, essa pergunta é, por si só, um ótimo motivo para debatermos a educação infantil na escola e em casa.

Mas como ela deve ser abordada nesses dois ambientes? É preciso entender quais são as ações e maneiras de influenciar esse aprendizado, estimulando nas crianças o pensamento autêntico e orientado a atitudes positivas.

É isso que tentaremos fazer ao longo deste post. Leia até o fim, entenda o que é autonomia infantil e conheça várias situações e momentos em que escola e pais podem atuar para influenciá-la!

O que significa autonomia infantil

Por esse nome entendemos a propensão das crianças a assumir responsabilidades sobre a solução de certos problemas. É claro que seria um tanto quanto precoce esperar que essa habilidade se manifestasse desde muito cedo.

No entanto, é quando elas estão novas que é possível atuar para que compreendam a autonomia de um modo prático. E isso acontece não apenas tendo em vista uma performance melhor no mercado de trabalho, mas também, e sobretudo, oferecendo ferramentas que permitam aos pequenos começar a perseguir a inteligência emocional.

Esse sentimento, se conquistado, afeta positivamente o desenvolvimento intelectual e sentimental da criança. Além disso, traz tranquilidade na tomada de decisões, o que melhora a autoconfiança e, por conseguinte, a resistência mental aos desafios.

Como ajudar as crianças a serem mais autônomas

Antes de passarmos às atitudes que possibilitam esse estado de consciência elevado, vale ressaltar que elas não são de responsabilidade exclusiva da escola.

São iniciativas que devem ser tomadas junto dos pais. Logo, é importante que você utilize as dicas que daremos abaixo para criar um canal de diálogo com professores e coordenadores.

Criando um ambiente favorável

Crianças autônomas e inteligentes quase sempre tiveram boa educação e participaram de ambientes estimulantes. Mas é bom não exagerar nos desafios propostos, transformando a escola ou os estudos em casa em algo esmagador.

A curiosidade e a iniciativa necessárias para a solução de problemas sempre serão trabalhadas de uma forma positiva como resposta a um ambiente favorável. Esse ambiente é aquele que apresenta, sim, desafios à inteligência da criança, mas não de maneira a fazer com que ela se sinta intimidada ou assustada.

Discuta com os professores do(a) seu(sua) filho(a) um meio termo saudável. Evitar os extremos pode ficar mais fácil se o desempenho da criança for observado nos dois ambientes.

Ajudando no desenvolvimento

Entre os pequenos, há aqueles que apresentam naturalmente um conjunto de habilidades autônomas. Se isso acontecer, cabe a pais e professores notar e incentivar essas habilidades.

O processo de adquirir autonomia é difícil para a criança. Muitas vezes, ele é solitário e, de certa forma, representa escolher “o caminho mais difícil”. Para que seja desenvolvido, esse processo deve ser explicado à criança. Ela deve saber, por exemplo, que as escolhas mais difíceis são um investimento a médio e longo prazos, e que o esforço será recompensado.

Estimulando a comunicação

Muitas pessoas confundem autonomia com individualismo. Assumir todos os problemas para si e ser egoísta tanto no sucesso quanto no fracasso não são atitudes saudáveis do ponto de vista emocional.

Comunicar-se bem é a chave para dividir tarefas e, por meio do trabalho em equipe — com o autoconhecimento que resulta dele —, desenvolver a autonomia. Ela advém da sabedoria de se reconhecer limitado e útil ao mesmo tempo.

Consciente das próprias limitações e talentos, a criança começa a perceber como o grupo precisa dela. Assim, ela toma consciência do seu papel no todo e adquire autonomia para lidar com questões que só ela pode resolver.

Focando na coordenação motora

Nas crianças mais jovens, a autoestima está muito ligada ao desenvolvimento da coordenação motora. Na prática de esportes, desenho e outras atividades artísticas, elas se comparam e se definem com relação ao desempenho dos colegas.

Se não desenvolver uma relação saudável evitando se comparar excessivamente com seus pares, o(a) aluno(a) pode se sentir incapaz. A insegurança, em todos os seus níveis, é a maior inimiga da autonomia infantil.

Os professores podem diagnosticar situações como essa observando mudanças comportamentais na prática das diversas atividades. Em geral, a tendência é que a criança comece a evitar tomar parte nessas práticas coletivas, o que denuncia insegurança da sua parte.

Logo, é necessário encorajá-la, fazendo-a perceber que o desenvolvimento das suas aptidões motoras não devem ser iguais às das outras crianças. Mais que isso, ela deve enxergar que o envolvimento nessas atividades é o que vai determinar essas melhorias de modo gradual.

Oferecendo liberdade criativa

Talvez o aspecto mais determinante para desenvolver a autonomia na infância seja a criatividade. Embora todos os artigos profissionais digam o contrário, vivemos em um mundo em que repetir e copiar é mais valorizado do que criar.

A criatividade, embora seja referida como uma grande virtude, costuma ser esmagada pelo excesso de autocrítica no cotidiano. Assim, o medo de errar acaba enfraquecendo a inventividade e, por consequência, prejudicando a autonomia.

Cabe aos professores compreender quando um resultado ruim nas atividades ou estudos está relacionado a um raciocínio lógico, porém fora do esperado. Os pais podem fazer o mesmo, evitando enxergar os erros como problemas e encarando-os como caminhos.

Orientando a família

Todos esses conceitos que abordamos até aqui são novidades para a maior parte das famílias. Então, pelo conhecimento dos conceitos pedagógico e a prática na sua aplicação, a escola deve ocupar um papel de liderança quando o assunto é autonomia infantil.

Ela deve distinguir diferenças nos comportamentos das crianças e orientar os pais quanto a essas manifestações da sua personalidade. Em seguida, podem traçar estratégias de desenvolvimento individual e orientar a família sobre essas estratégias.

A autonomia infantil é um desafio que deve ser vencido por pais e escola conjuntamente. Nós, do Colégio Academia convivemos com esses problemas e soluções há vários anos. Podemos dizer com tranquilidade, portanto, quais são os pressupostos que estimulam e desenvolvem a autonomia infantil.

Se quiser saber um pouco mais a respeito desses conceitos, tire um tempo para entrar em contato com a nossa equipe. Ela está pronta para ajudá-lo!

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