Educação

A importância da educação inclusiva na educação infantojuvenil

maio 16, 2019
A importância da educação inclusiva na educação infantojuvenil
Tempo de leitura 6 min

Atualmente, a necessidade de fomentar a inclusão em vários setores da sociedade cresceu, contudo ainda há falhas no processo, inclusive na área da educação. Para fazer uma educação inclusiva, é preciso garantir que o aprendizado de todos os alunos seja pleno, mas cada um à sua maneira.

Assim, professores, pais e escola precisam estar preparados e criar redes de apoio que atendam plenamente às crianças com necessidades educacionais especiais. A sociedade brasileira ainda ignora as demandas específicas desse público, que acaba vivendo em desigualdade em relação a outras pessoas e tende a ter menos oportunidades de se desenvolver.

A escola é uma das grandes formadoras de indivíduos e precisa acompanhar as mudanças. Ao se tornar um local de inclusão, o colégio abre espaço para integração de pessoas com necessidades especiais e os demais alunos, que participam e contribuem com o desenvolvimento da sociedade.

Confira, neste conteúdo, a importância da inclusão na educação infantojuvenil.

O que é a educação inclusiva?

O conceito de educação inclusiva compreende a inserção do ensino especial dentro da escola regular, transformando esse espaço em um local inclusivo para todos. Até o início do século XXI, o sistema educacional segregava e cerceava o desenvolvimento das crianças com algum tipo de limitação, pois havia escolas regulares e escolas especiais.

Nos últimos anos, o sistema evoluiu, se modificou e a escola regular passou a receber todos os alunos, buscando melhorar os recursos para que estudantes com barreiras consigam aprender em plenitude, assim como os demais. Esse modelo privilegia a diversidade e considera que, em alguma fase da vida, todos podem ter necessidades especiais.

Segundo o DIVERSA, plataforma de compartilhamento de conhecimento e experiências sobre inclusão de estudantes com deficiência, a educação inclusiva pode ser dividida em cinco princípios:

  1. todo indivíduo tem direito de acesso à educação;
  2. toda criança é capaz de aprender;
  3. o processo de aprendizado é singular para cada pessoa;
  4. o convívio no ambiente escolar com pessoas diferentes beneficia a todos;
  5. a educação inclusiva é responsabilidade de todos.

Há mudanças nos espaços físicos que podem transformar a escola em um ambiente mais inclusivo. Construir rampas, disponibilizar elevadores e materiais adaptados são formas de tratar com equidade os estudantes. É preciso, porém, compreender que há necessidades que interferem, significativamente, no processo de aprendizagem, exigindo que o professor adapte sua aula ou metodologia para que o(a) aluno(a) consiga acompanhar a matéria.

Qual a importância de promover a educação inclusiva?

A educação é um direito de todos e deve ser construída com a finalidade de desenvolver e de fortalecer a personalidade das crianças. Desse modo, ao criar um contexto escolar inclusivo, será possível tratar, como diversidade, as dificuldades de cada indivíduo e adequar os contextos de ensino para qualquer estudante.

Não podemos encarar essas mudanças como novidade, pois tais princípios já vêm sendo abordados em forma de declarações e diretrizes, pelo menos, desde 1948, quando foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

No Brasil, há algumas medidas que auxiliam nessa inclusão. O Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) é um documento que norteia a organização do sistema educacional. Entre outras propostas, o plano trouxe metas inclusivas, estabelecendo a nova função da educação especial como modalidade de ensino que perpassa os segmentos da escolarização.

Além disso, o documento tratou sobre a realização de atendimento educacional especializado e orienta alunos e professores quanto aos melhores procedimentos de inclusão nas turmas de ensino regular.

O público-alvo dessas medidas são educandos com deficiência intelectual, física, auditiva e múltipla ou, ainda, transtorno global de desenvolvimento (TGD). É importante que a escola não só insira o(a) aluno(a) em um novo ambiente, mas também promova a educação inclusiva de verdade.

Dessa forma, educadores e funcionários precisam de suporte técnico e acompanhamento específico, para avaliarem a necessidade de adaptação de suas metodologias ou o aprendizado de novas técnicas. Essa mudança exige muito da escola e dos alunos, mas, sobretudo, dos professores, que precisam se aprofundar em pesquisas, formações e experiências.

Quais são os desafios dessa mudança?

O primeiro desafio que surge nessa reforma de ensino é a intensa demanda no trabalho de conscientização da necessidade da integração do(a) portador(a) de necessidades especiais com professores, alunos, colaboradores e pais. É preciso que todo o organismo escolar compreenda essa mudança como uma missão, que terá novas limitações, mas que será proveitosa para todos.

A escola inclusiva consegue respeitar o tempo e ritmo de cada estudante, entende as diferenças no processo de assimilação e desenvolvimento cognitivo, adota intérpretes de libras, imprime materiais em braile e cria planos de ensino com caráter lúdico para os alunos com limitações cognitivas.

Outro desafio é encontrar professores qualificados e treinados para desempenhar um bom trabalho. Além das capacidades técnicas, é preciso elementos humanos de dedicação, paciência e amor para incentivar e melhorar a autoestima dos alunos, fazendo com que eles se sintam capazes.

Ainda, é necessário também reestruturar e flexibilizar os currículos escolares. As mudanças não podem ser excludentes ou paralelas, o(a) aluno(a) com necessidades diferenciadas não deve aprender de forma secundária. Uma nova realidade precisa ser criada, diferenciando os meios, mas igualando os direitos.

Por que é importante escolher uma escola inclusiva?

Há muito que se discutir sobre o tema, mas é sempre um grande diferencial encontrar escolas que incentivam e criam ações que fomentam a inclusão. Além de ser um direito, esse modelo de educação é um avanço em relação às demandas do mundo contemporâneo, já que ela cria desafios, tanto para os professores quanto para os alunos, ao não homogeneizar a forma de ensinar e, ainda, melhora as competências pessoais.

A escola inclusiva é aquela que abraça e acolhe as variedades de realidades sociais. Essa aceitação faz com que jovens consigam ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades e características que nascerão da convivência com pessoas diversas.

Portanto, a educação inclusiva preserva a diversidade e remonta, para as crianças, uma pequena parte da sociedade naquele ambiente, no qual ela encontrará e conviverá com pessoas diferentes dela e precisará se adequar a esse cenário. Assim, essa metodologia dá ênfase também nas competências, capacidades e potencialidades dos outros alunos.

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