Comportamento

Mapa mental para estudo: aprenda a potencializar a aprendizagem

setembro 13, 2019
Tempo de leitura 6 min

Você sabe como o mapa mental para estudo pode funcionar? Os mapas são ferramentas utilizadas para facilitar o ato de estudar por meio de organização e memorização de conteúdos específicos. 

Eles podem ser utilizados desde a infância até o ensino médio e auxiliam na produtividade e organização da criança, que vai aprender a resumir e priorizar assuntos desde o início da vida escolar. 

Essa funcionalidade é muito indicada para melhorar o processo de memorização em longo prazo. Para facilitar o entendimento, é possível utilizar cores, desenhos, símbolos e esquemas que auxiliam o cérebro a fazer relações. Se você quer saber mais sobre essa técnica e aprender a criar mapas mentais, continue lendo este conteúdo. 

O que são mapas mentais?

Mapa mental é o nome dado a um tipo de diagrama que foi criado pelo escritor inglês Tony Buzan. Essa ferramenta foi desenvolvida para sistematizar e melhorar o gerenciamento de muitas informações e pode ser aplicada tanto nos estudos quanto no trabalho. 

A partir de um tema central, o criador do mapa faz representações livres sobre os assuntos, criando setas, ramificações, tabelas e desenhos que resumem a temática principal do conceito tratado. Diferentemente de um resumo escrito, o mapa mental busca resumir de forma visual o tema e facilitar o entendimento do conteúdo em poucos minutos. 

Os mapas podem ser simples ou elaborados, desenhados à mão ou feitos no computador. Enquanto os resumos são essenciais na hora do estudo, o mapa mental é uma forma lúdica de realizar uma recapitulação de todas as matérias já abordadas. 

Qual a importância dos mapas mentais?

É comum que as crianças tenham dificuldade em memorizar os conteúdos, principalmente quando realizam a transição para o ensino fundamental e depois para o ensino médio. Nessas fases, há uma quebra de rotina, e o número de matérias e de professores aumentam. Assim, sem a devida organização, os jovens podem ficar perdidos. 

Para evitar isso, os mapas mentais surgem como opções que estimulam a criatividade do(a) seu(sua) filho(a) e trabalham com conceitos-chave de cada matéria. Mas é importante definir um cronograma e avaliar o melhor momento de elaborar um mapa, pois ele deve ser criado somente depois do estudo completo de um ciclo, pois assim o(a) jovem já conseguirá identificar o que é mais importante e o que pode ser deixado de lado nesse resumo visual. 

Os mapas mentais oferecem uma capacidade maior de entendimento e absorção do conceito, que pode chegar até 95%. No caso da leitura, por exemplo, a absorção e entendimento do conteúdo é de apenas 10%. Assim, um estudo é satisfatório quando o aluno constrói uma rotina que mescla vários tipos de modalidade em um mesmo ciclo. 

Como criar bons mapas mentais? 

Os mapas mentais podem ser usados para qualquer conteúdo, mas são eficazes sobretudo quando tratam de assuntos complexos e com muitos detalhes. Esse tipo de ferramenta trabalha com os dois lados do nosso cérebro, o racional e o criativo, o que facilita a absorção do conhecimento.

Veja algumas dicas para criar bons mapas:

Separe o material necessário 

Primeiramente, você e o(a) seu(sua) filho(a) devem definir qual o melhor formato para a criação do mapa. Se o modo escolhido for um mapa digital, existem alguns aplicativos, como MindMeister, FreeMind e SimpleMind, que auxiliam nessa confecção.

Mas, se preferirem um modelo manual, vocês precisarão separar os materiais necessários, como folhas em branco, canetas ou lápis de variadas cores e marca-textos. É muito importante que sejam utilizadas cores diferentes para cada informação, afinal, é esse destaque que ajudará o cérebro a associar as informações e ativá-las no momento da prova. 

Defina a matéria e os temas abordados 

É possível elaborar um mapa mental de qualquer matéria, desde português, passando por matemática, química e até outras línguas. Mas nem por isso é indicado que se faça mapa de todos os assuntos. Afinal, eles demandam muito tempo para serem produzidos e existem temas nos quais o(a) seu(sua) filho(a) já tem facilidade, não sendo necessário esse tipo de resumo.

Assim, depois de separar os materiais, defina qual a matéria será escolhida. Exemplificando: a matéria será história, e o tema abordado nesse mapa será a Segunda Guerra Mundial. 

Perceba que é preciso que o assunto abordado seja centrado nesse único tema. Quando o(a) aluno(a) tenta resumir demais e colocar muitas informações, o mapa acaba perdendo o sentido. Portanto, defina as matérias com maior prioridade e vá desenhando os esquemas no decorrer do período letivo. 

Tenha um resumo de apoio 

Algumas pessoas ficam perdidas ao começar o mapa, pois não sabem ao certo qual informação colocar. O mais indicado é que seja utilizado um resumo de apoio para a confecção do mapa. Sabe aqueles trechos grifados do livro, as exceções que os professores sempre frisam no momento da explicação, os quadros em destaque e as tabelas cronológicas do material? Eles são bons indicadores do que deve aparecer no mapa.

Mas, de qualquer maneira, ele deve ser algo personalizado. Assim, se o(a) aluno(a) julgar que certas informações devem estar no mapa, mesmo que elas sejam simples e triviais, não hesite em colocar. Afinal, o(a) estudante sabe o que já está consolidado em sua mente e o que ainda precisa ser trabalhado. 

Consulte-o com frequência

O nosso cérebro trabalha como uma máquina, ele é capaz de ler e interpretar milhares de informações, mas só armazena o que julga importante. Assim, o(a) aluno(a) precisa mostrar ao cérebro que aquele conteúdo deve ser armazenado, e isso só ocorre com muita consulta e estudo.

Para aprendermos e fixarmos conteúdos, precisamos ler e revisitar assuntos com frequência. Somente assim essa informação será levada para a memória de longo prazo. Portanto, é indicado que os mapas sejam lidos semanalmente e que anotações sejam realizadas. Dessa forma, o(a) estudante poderá avaliar o que já está claro e o que ainda precisa de reforços.

Como implementar essa técnica na rotina dos filhos?

Todo processo de estudo só é consolidado com a criação de hábitos e rotinas fixas. Portanto, é muito importante que os pais ajudem os filhos a estudar e a criar os mapas mentais. Procure transformar esse momento em algo divertido, como se fosse uma atividade lúdica. Você pode elencar as informações, ao passo que a criança monta os esquemas.

Para ajudar na confecção de mapas, mostre exemplos e sugira ramificações e conteúdos. Essa ferramenta pode fazer parte do ciclo de estudos a partir do quarto ano do ensino fundamental e, a partir do quinto, já é possível estabelecer ramificações e estágios mais avançados. 

Podemos concluir que o mapa mental é uma ferramenta muito versátil para o estudo e deve acompanhar a vida escolar do(a) seu(sua) filho(a) desde pequeno(a). Assim, ao criar esse tipo de hábito, o(a) jovem terá mais facilidade em construir resumos e fixar informações.

Gostou do nosso conteúdo sobre mapa mental para estudo? Quer mais dicas sobre esse assunto? Então, leia este texto sobre como criar uma boa rotina de aprendizagem e coloque nossas dicas em prática!

 

 

 

 

 

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