Comportamento

Veja como lidar com o namoro na adolescência

Maio 12, 2020
namoro na adolescência
Tempo de leitura 6 min

A adolescência é uma fase de grandes transformações. Além das intensas mudanças hormonais, ela também marca o período de transição da infância para a vida adulta — o que vem acompanhado de muitas descobertas. É justamente nessa fase que começam a surgir os primeiros relacionamentos amorosos, o que pode deixar muitos pais um tanto preocupados.

Não há motivos para se desesperar. Reunimos aqui algumas dicas sobre namoro na adolescência para que você possa lidar com isso sem estresse. Basta continuar a leitura para conferir!

Converse abertamente com os seus filhos sobre o namoro na adolescência

Os pais sempre vão achar que é cedo demais para conversar a respeito de sexo e relacionamentos, por isso podem adotar uma postura que seja considerada mais repressora — que raramente surte o efeito desejado. O primeiro passo é manter uma conversa sincera e aberta com o(a) jovem. Questione o(a) adolescente sobre seus motivos, suas expectativas e suas intenções com um eventual relacionamento.

Mantenha um diálogo franco, ofereça suporte e apoio, ao mesmo tempo em que alerta para as coisas das quais ele(a) vai abrir mão com essa união. Se ainda assim o(a) adolescente estiver convicto(a) sobre a questão, procure compreender e se aproximar dele(a). Quanto mais próxima for a relação entre pais e filhos, menores serão as chances de o(a) jovem se rebelar e ter atitudes irresponsáveis.

Procure confiar no adolescente 

Um namoro na adolescência sempre é motivo para apreensão por parte dos pais, mas você precisa confiar na educação que deu ao(à) seu(sua) filho(a). Se você tem uma relação de confiança com ele(a) desde a infância, deve encarar esse momento como um passo natural no crescimento do adolescente e manter uma proposta de respeito mútuo.

Se ele(a) tem limites bem definidos e valores sólidos, não há com o que se preocupar. Deixe claro que você está confiando nele(a) e que espera que isso seja valorizado. Crie algumas regras razoáveis, como a manutenção das notas e a frequência na escola, mas se certifique também de que elas serão cumpridas.

Por mais que eles já tenham certa autonomia, a autoridade materna ou paterna ainda é bastante respeitada. Essa relação de amor e cumplicidade vai ajudar seu(sua) filho(a) a passar por esse momento tão especial com mais tranquilidade e maturidade.

Não tenha medo de perder o amor do(a) seu(sua) filho(a)

Muitos pais deixam de estabelecer limites por medo de desagradar ou perder o afeto do adolescente, mas nessa fase é natural que o(a) jovem comece a buscar outras referências, além daquelas que vê em casa. Pode ser que eles passem mais tempo com as famílias dos namorados e fiquem um pouco mais rebeldes ou arredios.

Nessa fase, você precisa se fazer presente como um porto seguro, sem abrir mão da sua autoridade e dos eventuais limites. É justamente essa limitação que vai nortear o comportamento e a evolução do(a) adolescente, ainda que em alguns momentos ele(a) possa ficar irritado(a) com uma negativa sua.

Vale observar que os jovens que crescem sem limites não aprendem a lidar com a frustração e tendem a ser adultos mais ansiosos e até mesmo depressivos. Mesmo que decidam seguir um caminho diferente do que aquele que você traçou até o momento, são as suas diretrizes que servirão como base para que ele(a) se arrisque a dar alguns passos por conta própria. Dê espaço para a argumentação, mas não abra mão dos valores inegociáveis.

Procure se aproximar do(a) namorado(a) em questão

É muito comum que, durante um namoro na adolescência, os pais fiquem irritados e queiram manter o(a) namorado(a) um pouco mais distante. Essa não é uma das melhores atitudes a tomar. Em primeiro lugar, promover o afastamento da pessoa amada só vai alimentar o apego do(a) seu(sua) filho(a) e afastá-lo(a) de você.

Em segundo lugar, é muito melhor manter o(a) namorado(a) por perto do que longe da sua atenção. Será bem mais fácil observar a índole da pessoa e suas atitudes. Dessa maneira, quando você precisar alertar o(a) adolescente sobre qualquer contratempo, é mais provável que ele(a) ouça seus argumentos.

Receba a pessoa eleita com todo o carinho do mundo. Pense que, por mais que você possa achar que ela não seja a mais adequada, trata-se de alguém importante para o(a) seu(sua) filho(a). Sendo assim, aposte no acolhimento.

Se você perceber qualquer situação estranha, é necessário agir, mas, antes de tomar medidas drásticas, avalie a gravidade da situação. Se a pessoa usa drogas, por exemplo, ou anda com más companhias, você precisa chamar seu(sua) filho(a) para uma conversa.

Não finja que nada está acontecendo para evitar um conflito. Tenha calma e converse com o(a) adolescente. Partir para a agressividade ou fazer proibições geralmente só enfraquecem o vínculo entre vocês. Explique os motivos da sua insatisfação e aposte na relação e nos valores que você construiu com o(a) adolescente até ali.

Oriente o(a) jovem sobre sexo

Falar sobre sexo pode ser um tabu para muitas pessoas, mas é essencial manter um diálogo aberto também sobre isso desde cedo. Independentemente do fato de você falar ou não, o(a) jovem inevitavelmente terá curiosidade, e a internet pode ser uma fonte bem duvidosa de informações a respeito do tema.

Em vez de permitir que o(a) seu(sua) filho(a) inicie a vida sexual sem orientação adequada, procure introduzir o assunto de maneira natural e responda às suas dúvidas com sinceridade. Se o(a) seu(sua) filho(a) está entrando na puberdade, fale sobre o uso da pílula anticoncepcional e da camisinha. No caso das meninas, vale a pena marcar uma consulta com um ginecologista.

Explique os transtornos gerados por uma gravidez fora de hora e sobre as doenças que podem ser contraídas. Trate o sexo como uma consequência natural de um relacionamento. Em uma fase cheia de descobertas como a adolescência, é muito importante ensinar os jovens a valorizarem seus corpos e a se preservarem.

Um namoro na adolescência é um acontecimento muito normal e não é motivo para se desesperar. Seus filhos estão passando por diversas mudanças e fazendo descobertas, entre elas o amor. Receba o(a) namorado(a) de braços abertos, estabeleça limites e aposte na confiança construída até aqui. Procure manter um diálogo aberto e atente-se a qualquer comportamento muito diferente do habitual. Caso note algo suspeito, não hesite em agir.

Como está o seu preparo para lidar com essa fase tão delicada? Aproveite para relatar nos comentários se você já passou por isso e troque experiências com outras pessoas sobre namoros na adolescência!

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