aprendizagem maker

O que é aprendizagem maker e como ela se aplica nas escolas?

Propiciar um ambiente lúdico é importante para o desenvolvimento da criança. Nesse sentido, oferecer a aprendizagem maker nas escolas é uma oportunidade de o(a) aluno(a) brincar e exercitar novas possibilidades, tornando-se protagonista de seu processo educacional.

Essa cultura de criação vai ao encontro dos direitos de aprendizagem previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que investe em atividades que liberam a criatividade, estreita as relações sociais, melhora a autonomia e dá capacidade inventiva às crianças.

Para entender melhor sobre esse tipo de aprendizagem e como ela pode ser aplicada nas escolas, continue lendo este conteúdo!

O que é a aprendizagem maker?

A aprendizagem, cultura ou movimento maker é um processo em que as pessoas criam, reinventam ou dão novos sentidos a objetos, seguindo o conceito de Do it Yourself (DIY), ou Faça Você Mesmo, em português.

Esse movimento foi criado em 1960, absorvendo o conceito de ausência de regras e independência proposto pela cultura punk. Com o desenvolvimento tecnológico e a facilidade de acesso, a ideia se popularizou e, atualmente, já é utilizada nas salas de aula.

A metodologia ativa de aprendizagem ensina aos alunos atividades práticas que envolvem tentativas de erros e acertos, desenvolvendo habilidades manuais e capacidades de cognição e lógica. Assim, é possível criar peças com a ajuda de impressoras 3D, circuitos eletrônicos ou desenvolver brinquedos a partir de materiais reciclados.

Portanto, esse método inovador é importante para as escolas, uma vez que envolve técnicas que fazem com que o(a) aluno(a) se torne protagonista do aprendizado, oferecendo recursos para que ele(a) explore sozinho(a) a construção do conhecimento.

Quais as vantagens ao utilizar esse conceito na escola?

O movimento maker é uma possibilidade de os professores trabalharem o conhecimento de forma diferenciada em todas as fases escolares do(a) estudante.

Ao implementar essas técnicas no projeto pedagógico, o colégio se diferencia dos demais, por ter um atrativo para os pais que desejam que seus filhos tenham contato com metodologias inovadoras.

Para os alunos, há os benefícios da interação com outros estudantes, abordagem transdisciplinar, desenvolvimento de ideias e a prática das matérias desenvolvidas na sala de aula. Veja outras vantagens!

Favorecimento da criatividade

A criatividade deve ser estimulada na infância para que a criança se desenvolva com habilidades de cognição. O conhecimento passado em sala de aula, por vezes, é limitante e metódico. Assim, é importante que o(a) estudante também tenha acesso a atividades que favoreçam a criatividade como a aprendizagem maker.

As tarefas propostas desafiam os alunos a pensar fora da caixa e fazem com que eles acumulem um repertório de conhecimento e ideias para conseguir resultados melhores nas soluções dos problemas. Essa atividade, ao longo dos anos escolares, permite que a criança se torne um adulto mais flexível e habilidoso no mercado de trabalho.

 Fixação de conteúdo

É possível que os professores proponham atividades maker com os conhecimentos passados em sala de aula, melhorando a fixação de conteúdos didáticos específicos, pois o aprendizado ocorre de forma ativa e não passiva.

Segundo a Pirâmide de Aprendizagem desenvolvida por William Glasser, o(a) aluno(a) aprende 10% do conteúdo quando apenas lê a matéria; absorve 20% quando ouve; 30% quando vê; e compreende até 80% quando realiza uma atividade prática sobre aquele assunto. 

Habilitação para trabalhar em equipe

Além de desenvolver o conhecimento, a prática maker ajuda nas habilidades sociais dos alunos e melhora a capacidade de trabalho em equipe. Normalmente, as atividades propostas demandam a ajuda de várias pessoas para que o projeto saia do papel. Assim, as crianças aprenderão a se organizar em grupos, dividir tarefas, respeitar a opinião dos outros e contar com a parceria dos colegas de classe.

 Nesse caso, os professores devem criar grupos mistos com alunos de diferentes talentos. Dessa forma, um(a) aluno(a) acaba ajudando o(a) outro(a) no que é melhor, compartilhando e ensinando os conteúdos.

Como aplicá-la nas atividades escolares?

Os educadores podem aplicar essas práticas de diversas formas. Há atividades sugeridas para cada nível educacional e cabe aos professores escolher aquelas que mais enriquecerão as experiências dos alunos, prezando sempre pela segurança dos pequenos.

A aprendizagem maker deve ser proposta como um complemento do currículo básico de cada série, reforçando a construção de conhecimento coletivamente. É possível criar jogos, oficinas educacionais, brinquedos e até receitas. Acompanhe mais detalhes!

Usar impressora 3D

Cada vez mais as escolas estão investindo em laboratórios e equipamentos que facilitam a cultura maker. As impressoras 3D, por exemplo, são ferramentas que permitem a modelagem e impressão em três dimensões, criando objetos e geometrias complexas que ajudam no aprendizado de forma lúdica.

Esses protótipos tridimensionais materializam os conteúdos propostos nas aulas, trazendo riqueza de detalhes e maquetes fidedignas que retratam estruturas físicas.

 Criar brinquedos a partir de material reciclável

Outra forma mais simples de colocar o movimento maker em prática é criar brinquedos a partir de materiais recicláveis. A escola pode, por exemplo, organizar o recolhimento dos materiais e uma professora de artes pode disponibilizar moldes de carrinhos, caminhões e até foguetes para que sejam replicados.

Essa ideia ajuda na fixação de conteúdos como a matemática, pois o(a) aluno(a) precisará calcular e medir os tamanhos, entender as formas geométricas e suas características, bem como as habilidades manuais para cortar, pintar e organizar os elementos.

Fazer circuitos lógicos

Outra ideia interessante é fazer circuitos lógicos simples com os alunos. Como o próprio nome sugere, ele estimula o raciocínio lógico do(a) estudante, concentração e colaboração para que todos os componentes funcionem. Com alguns objetos e elementos, o professor de ciências poderá explicar várias teorias que justifiquem o funcionamento do circuito.

Desenvolver receitas

Para as escolas que contam com aula de culinária ou uma cozinha ampla, também é possível desenvolver uma aula para a prática de receitas. Essa é uma excelente oportunidade para que os alunos entendam melhor sobre a importância da alimentação e conheçam receitas de sua cultura. Os professores podem optar por receitas simples e rápidas, como biscoitos, pães, bolos e sanduíches que poderão ser degustados ao final da aula.

Portanto, a aprendizagem maker é uma alternativa importante para enriquecer o conhecimento dos alunos e está alinhada a habilidades que serão exigidas dos profissionais do futuro, como criatividade, pensamento crítico e trabalho em equipe.

O Colégio Academia é uma instituição que preza por essa metodologia e busca inserir em sua rotina as práticas maker com as aulas em laboratório, feiras e oficinas. Se você quer conhecer a nossa escola e infraestrutura, entre em contato conosco e traga a sua família para uma visita!

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