carência afetiva

Como lidar com a carência afetiva do(a) seu(sua) filho(a)? Separamos 6 dicas para você!

O afeto é muito importante no desenvolvimento emocional infantil, pois garante que as crianças se sintam amadas, protegidas e alegres. A ausência desse contato mais próximo e de carinho pode desencadear uma carência afetiva, prejudicando o seu processo de crescimento.

É fundamental prestar atenção nesse aspecto e nos sinais que podem indicar que seu(sua) filho(a) está sofrendo. Esse acompanhamento ajuda a enfrentar os desafios e preparar a criança para o futuro, sem problemas de autoestima e com habilidade para se relacionar socialmente.

Neste artigo, vamos explicar o que é carência afetiva e quais são seus principais sinais. Além disso, traremos seis dicas para que você possa lidar com essa questão de maneira natural e tranquila, sempre visando ao bem-estar da criança envolvida. Esperamos que goste!

Entenda o que é a carência afetiva e seus principais sinais

As crianças precisam de demonstração de afeto e carinho das pessoas mais próximas para se sentirem protegidas e amadas. Muitas vezes, esses sentimentos e atitudes não são mostrados, contribuindo para que elas desenvolvam a carência afetiva.

Os compromissos profissionais, o estilo de vida agitado e outros motivos, às vezes, levam os pais a esquecerem suas obrigações familiares. Nesse contexto, as demonstrações de amor e carinho se tornam raras, gerando uma necessidade maior nos filhos.

A carência afetiva leva as crianças a se sentirem solitárias, abandonadas e com baixa autoestima. Isso prejudica a relação com a família, pois elas deixam de confiar nos pais, tendo dificuldades de comunicação e não os procurando para resolver os problemas do dia a dia.

Alguns sinais ajudam a identificar que seu(sua) filho(a) está com problemas de carência afetiva. Abaixo você pode conhecer os principais deles.

Agressividade e comportamento inadequado

Uma forma de demonstrar a falta de afeto é chamar a atenção para si, o que acontece por meio da agressividade e do comportamento inadequado. Desse modo, a criança começa a agir de forma agressiva com familiares e colegas de escola, fazer birra, chorar em locais públicos e outros comportamentos que não são normais.

Desconfiança

Uma criança que não recebe o amor e a atenção que deseja pode se sentir desconfiada de todos ao seu redor, pois esse é um sentimento normal para quem não tem o apoio emocional das pessoas próximas. Por não se sentir segura e protegida, desconfia das pessoas e coisas que acontecem, pois o medo e a incerteza fazem parte do cotidiano.

Problemas de relacionamento social

A dificuldade de se relacionar socialmente também é um sintoma que deve ser considerado. Jovens com carência efetiva criam barreiras nas relações com os colegas, são mais limitados nas habilidades sociais e de comunicação e não fazem muitas amizades.

Baixo desempenho acadêmico

A falta de atenção e carinho prejudica a aprendizagem, provocando um desempenho acadêmico abaixo da média. A carência afetiva atrapalha a concentração, a comunicação e outras habilidades importantes para as tarefas escolares.

Timidez excessiva

A timidez, por si só, nunca deve ser vista como um problema. Esse é apenas um traço de personalidade que, como qualquer outro, traz prós e contras e deve ser bem desenvolvido. No entanto, quando ocorre em excesso, pode ser muito prejudicial para o desenvolvimento daqueles que o possuem. Fique de olho!

Insegurança

Com a timidez excessiva vem a insegurança. Essas duas características andam lado a lado. Ao perceber que seu(sua) filho(a) é temeroso(a), inseguro(a) e não trabalha a sua curiosidade por medo de ser julgado(a) e de errar, ligue o alerta: isso pode significar que ele(a) é uma criança que passa por um momento de carência afetiva.

Desânimo

Crianças têm diferentes personalidades. Algumas são mais quietinhas, enquanto outras não param por um minuto! De qualquer forma, se notar alguma espécie de desânimo em seu(sua) filho(a), fique atento. Esse é outro sinal de que algo não está bem. Por mais introspectiva que seja a criança, é natural que ela sinta vontade de explorar o mundo ao seu redor.

Problemas de atenção e memória

A carência afetiva também traz como consequências diretas a falta de atenção e os problemas de memorização. Eles se refletem claramente na queda do desempenho escolar, mas também podem ser observados no dia a dia em família, com o esquecimento de tarefas ou a sensação de que a criança está sempre em “outra dimensão”.

Quadros de ansiedade

Sinais como roer as unhas, mexer muito nos cabelos, inquietação e vários outros podem indicar a presença de uma crise de ansiedade. Elas podem ser gatilhadas por episódios positivos ou negativos, mas normalmente denotam uma mudança abrupta no comportamento do(a) pequeno(a). Uma criança ansiosa também pode ser uma criança carente.

Confira 6 dicas para lidar com a carência afetiva da criança

Como vimos, esse é um problema muito sério na infância e que deve ser um motivo de atenção dos pais. Pensando nisso, confira algumas dicas para lidar com esse desafio de forma positiva!

1. Dê bons estímulos

Uma criança precisa de bons estímulos para se desenvolver de forma completa, trazendo segurança e confiança ao processo. As experimentações da vida, com erros e acertos, permitem que a pessoa construa a autoestima e se torne um adulto mais independente e confiante.

Durante a infância é possível moldar o modo como a pessoa se enxerga, o que acontece por interações com adultos, a exemplo dos pais, e outras pessoas que fazem parte do cotidiano. Atitudes negativas e de rejeição deixam marcas profundas, prejudicando o desenvolvimento.

Desse modo, o desenvolvimento sadio e feliz de uma criança passa pela convivência com adultos próximos que sejam capazes de ouvir suas opiniões, valorizar os esforços e compreender suas dúvidas. Além disso, é fundamental oferecer amor, carinho e companheirismo, contribuindo na formação emocional durante a infância.

2. Imponha limites

O processo de educação de uma criança também envolve a imposição de regras e limites, conforme os comportamentos que são aceitáveis para se viver em comunidade. Essa é uma forma de demonstrar amor e preocupação com seu(sua) filho(a).

Esses limites devem sempre estar acompanhados de explicações, a fim de as crianças entenderem os motivos de agir de tal maneira. A definição de regras e valores permite aos pequenos compreenderem que têm orientação e que não estão sozinhos no mundo, sendo importante buscar as melhores atitudes em cada situação.

Os limites claros contribuem para que seu(sua) filho(a) se torne um adulto capaz de entender as regras da sociedade, ter confiança e autoestima para tomar decisões e aprender a lidar com as frustrações.

3. Seja presente na vida da criança

A presença próxima dos pais é fundamental para os filhos se desenvolverem emocionalmente de forma saudável. Por isso é importante dedicar tempo de qualidade para estar com as crianças, participando de brincadeiras, conversando, estimulando o ato de se expressar e orientando.

Esse contato afetivo, amoroso e carinhoso torna a criança mais feliz, contribui para que ela aprenda a se relacionar socialmente e melhora a autoestima. Desse modo, ela terá facilidade para enfrentar os desafios da infância, sem sofrer com a falta de afeto e com a compreensão real de que é amada.

4. Procure ajuda médica

Quando a carência afetiva da criança está muito evidente, prejudicando seu desenvolvimento físico e emocional, é fundamental buscar ajuda médica. Os psicólogos podem ajudar a melhorar a autoestima e ensinar a lidar com as emoções de forma saudável.

Os profissionais dessa área sabem orientar a criança e os pais, de modo que tenham calma e superem os problemas. Assim, a convivência familiar tende a melhorar, com mais carinho e amor, trazendo segurança e proteção aos filhos.

5. Proponha atividades diferentes

Outra maneira de trabalhar essa questão é investir em atividades diferenciadas para promover não só a sensação de pertencimento do(a) pequeno(a), mas também para que ele(a) possa descobrir mais sobre si mesmo(a).

Brincadeiras no ambiente familiar, passeios familiares educativos ou uma simples sessão de cinema semanal podem ajudar muito nessa questão. Uma dica interessante é criar um senso de rotina. Além de ser uma boa estratégia para lidarmos com a falta de tempo, dias específicos para certas atividades em conjunto acalmam o coração da criança, fazendo com que ela saiba que pode contar com aquele momento.

6. Estimule o autoconhecimento da criança

Por fim, a nossa dica é: promova, estimule e incentive o autoconhecimento da criança. Pequenos com carência afetiva tendem a duvidar muito de si mesmos e, por isso, é importante trabalhar esse tipo de assunto o quanto antes.

Por meio das atividades feitas em família, das sessões com o apoio psicológico e, até mesmo, com a participação da escola, incentive o(a) seu(sua) filho(a) a descobrir mais sobre quem ele(a) é. A partir da descoberta de novos gostos, sonhos e preferências, fica muito mais fácil trabalhar a carência afetiva!

Neste artigo, mostramos como a carência afetiva pode prejudicar o desenvolvimento de seu(sua) filho(a) e a melhor forma de lidar com esse comportamento. É importante ter um cuidado especial com esse aspecto para que a criança não desenvolva dependência emocional e baixa autoestima na vida adulta. Desse modo, ela crescerá de maneira saudável, pronta para enfrentar os desafios do cotidiano.

Gostou de aprender mais sobre esse tema? Então agora é a hora de compartilhar todo esse conhecimento com seus amigos e conhecidos em suas redes sociais! Dessa forma, outras crianças também poderão ser ajudadas. Espalhe essas informações!

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