celular na adolescência

Celular na adolescência: saiba como possibilitar o uso correto para seus filhos

Qual o melhor momento para dar um celular para seu(sua) filho(a)? Como monitorar o uso do celular na adolescência? Com a rápida evolução da tecnologia, esses são dilemas frequentes na vida dos pais. Os avanços tecnológicos transformaram as dinâmicas nas relações da sociedade e, consequentemente, entre pais e filhos.

Hoje, já é possível localizar e falar com os jovens a qualquer momento. Porém, é preciso cuidado para não os estimular o consumo e exagero no uso. A função básica do celular é receber e fazer ligações, e são essas as funcionalidades que os pais devem prezar ao dar o primeiro celular na adolescência.

Para saber mais detalhes sobre esse assunto, continue lendo o texto!

Qual o momento ideal para uma criança começar a utilizar o celular?

Atualmente, é difícil encontrar uma criança que nunca tenha tido contato com um celular. Mesmo não possuindo um aparelho, elas utilizam os smartphones de pais e familiares para ver vídeos e jogar, mas é preciso controlar o uso, para que ele não se torne um substituto de outras brincadeiras e atividades.

Os dispositivos móveis já fazem parte da rotina da sociedade, porém faz poucos anos que eles ganharam tantas usabilidades e ferramentas. Do ponto de vista de comportamento social, seu uso e implicações ainda provocam discussões entre os adultos. Dessa forma, ao se tratar de celular na adolescência e na infância, a situação fica ainda mais delicada.

É fato que celulares e tablets têm diversos benefícios, como tornar a comunicação mais rápida, automatizar tarefas e até auxiliar no aprendizado. No entanto, jovens e adolescentes são imaturos física e emocionalmente para gerenciar o tamanho dessa liberdade. Por isso, é preciso avaliar vários fatores antes de comprar o primeiro aparelho para seu(sua) filho(a).

Há pensadores e estudiosos que defendem que celulares são objetos para serem usados após os 18 anos de idade, esse é o caso do filósofo espanhol Enric Puig Punyet. Mas, sem tantos extremismos, o celular pode ser inserido na vida das crianças aos poucos, sempre sob o monitoramento dos pais. Veja:

Antes dos 7 anos

Antes dessa idade, a criança não deve possuir um aparelho próprio. Os momentos de uso do celular devem ser monitorados pelos pais, que precisam sempre dialogar com a criança explicando limitações e regras para a utilização. É preciso, ainda, estabelecer relações e compreender como o uso dessa tecnologia impacta a vivência dos filhos. Se, com essa idade, você não julga seu(sua) filho(a) apto(a) a sair de casa sozinho(a), certamente, ele(a) não estará apto(a) a usar esse tipo de tecnologia.

Depois dos 7 anos

Depois dos 7 anos, as crianças podem intensificar o uso na rotina, mas especialistas em educação indicam que 12 anos é a melhor idade para um jovem ganhar seu primeiro aparelho. Nessa fase, já é possível que as pessoas um celular na adolescência, como o próprio smartphone, com conexão à internet e autonomia de uso, pois ele já começa a ter maturidade para lidar com situações e problemas que possam surgir.

Portanto, o problema não é a tecnologia em si, ela não pode ser caracterizada como boa ou má. A dificuldade é que a internet pode tornar-se um ambiente ruim, a partir de conexões com outras pessoas desconhecidas. Por isso, moderação, equilíbrio e monitoramento são fundamentais. Ou seja, não há uma idade predefinida e fixa, é preciso conversar com a criança e entender sua maturidade.

Como monitorar o uso do celular?

Após presentear o(a) filho(a) com um celular, por mais que ele(a) tenha maturidade e seja confiável, é imprescindível estar atento ao uso e tipos de conversas. As escolas não costumam permitir o uso dos aparelhos dentro da sala de aula. Por isso, avalie se é mesmo necessário que a criança leve o celular para o colégio. Caso seja, oriente-a para que só faça e atenda chamadas no intervalo ou no horário da saída.

Veja outras orientações para o monitoramento:

Diálogo permanente

Há diversos perigos que cercam a internet. Diariamente, ficamos sabendo sobre um novo golpe, correntes ou abusos. Por isso, a melhor forma de proteger seu(sua) filho(a) é sendo sincero e explicando os possíveis perigos e como evitá-los. Dessa forma, a criança não terá medo, mas sim capacidade de discernimento do que é certo ou não.

Monitoramento constante

Crianças e adolescentes podem ser rebeldes e contrários ao monitoramento de aplicativos e conversas. Porém, ele deve existir sobre o tipo de pessoas com que as crianças conversam, por quanto tempo elas usam o aparelho e se ele está atrapalhando na rotina de estudo.

Um bom aplicativo para isso é o Google Family Link, que permite que os pais controlem e monitorem o uso do aparelho remotamente. Uma das funções é o limite de tempo de uso e o bloqueio do aparelho durante a noite.

Estabelecimento de limites

As crianças e adolescentes precisam de um limite diário para o uso de aparelhos eletroeletrônicos. Eles podem utilizá-los para ir e voltar da escola, caso precisem se comunicar com os pais, e depois de finalizar todas as obrigações diárias, como deveres e tarefas dentro de casa. Primeiro, a responsabilidade; depois, a diversão!

Criação de outros meios de comunicação

Além de estabelecer limites diários, os adolescentes não podem ter a sensação de que o celular é o único meio de comunicação existente, seja para comunicar-se com a família, seja para comunicar-se com os amigos. Por isso, os pais precisam criar atividades e passeios que fomentem a comunicação e integração com amigos e familiares.

Utilização de pacotes pré-pagos

Além de estipular horas de uso, as crianças também precisam compreender como controlar gastos e lidar com o dinheiro. Assim, utilizar um pacote pré-pago é uma boa alternativa para elas compreenderem como funcionam os gastos. Elas podem comprar pacotes de internet e funcionalidades em aplicativos, porém o dinheiro deve ser retirado da mesada. Caso os créditos acabem, o adolescente terá que esperar o próximo mês para recarregar o celular.

Por fim, não podemos deixar de dizer que o exemplo é a melhor forma de educar crianças e adolescentes. Não há como convencê-los de que o uso exacerbado é prejudicial se os pais utilizam o celular o dia todo.​

Quais os efeitos negativos da utilização intensa do celular?

O uso excessivo do celular na adolescência pode gerar consequências negativas emocionais e físicas. Adolescentes menores de 13 anos têm maior suscetibilidade a desenvolver dependência do celular, devido à imaturidade emocional.

Além disso, o aumento de quadros depressivos, ansiedade, isolamento social e impulsividade é mais comum nessa fase. Assim, a utilização desenfreada dos smartphones pode prejudicar a concentração na escola e, consequentemente, as notas e resultados.

No caso das consequências físicas, os problemas ortopédicos e de tendinite estão diretamente relacionados com a má postura dos usuários. Por passarem muito tempo com o pescoço virado para baixo e para frente, dores de cabeça, nos braços e no pescoço podem ser mais comuns. Outro problema recorrente é o estresse, insônia e fadiga.

Por todos esses fatores apresentados, vale refletir como deve ser o uso do celular na adolescência. É necessário que a utilização seja monitorada e moderada no início da vida. Também é preciso que existam práticas de atividades físicas e lúdicas para aumentar o relacionamento com amigos e familiares.

Saiba agora qual o papel da tecnologia na educação das crianças!

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