celular para criança

Celular para criança: existe uma idade ideal?

A tecnologia digital, impulsionada pelos smartphones, tomou conta da vida da sociedade atual. O que antes era um luxo ou uma ferramenta a mais no dia a dia, hoje se tornou uma necessidade para diferentes atividades, sendo que a principal delas é a comunicação. 

Mas quando o assunto é celular para crianças, qual é a idade ideal para que elas tenham seu próprio aparelho? A resposta é controversa, tanto que o próprio Bill Gates mencionou que nenhum de seus(suas) filhos(as) teve seu aparelho antes dos 14 anos. Será que é preciso esperar tanto tempo assim?

Como, então, chegar a uma conclusão sobre a melhor idade para os pequenos ganharem seus primeiros smartphones em um mundo hiperconectado como o nosso? Isso é o que vamos discutir neste post! Acompanhe as próximas linhas.

Afinal, qual a melhor idade para uma criança ter celular?

Se no início dos anos 2000 nasceu a chamada geração Z, que não sabe como viver em um mundo sem internet, 10 anos mais tarde chegou a geração Alpha, que sequer tem ideia de como é viver sem smartphones, tablets e outros dispositivos.

Os pequenos Alphas, hoje na casa dos 10 anos de idade, passaram a primeira década de vida observando seus pais, parentes e conhecidos com os smartphones a postos o tempo todo. Logo, sua familiaridade com esses aparelhos é tão grande, que eles sabem lidar com os aplicativos muito melhor que vários adultos.

A grande questão é que o uso desenfreado do celular pode causar uma série de problemas, tanto de saúde física quanto mental e emocional. Além disso, a internet não é um ambiente exatamente seguro e a inocência das crianças pode levá-las a uma perigosa jornada de hiperexposição.

Decidir sobre o uso de celular pelas crianças começa com a proposta de educação dentro de casa. Enquanto alguns pais preferem vetar o uso de smartphones até a adolescência, outros não se importam em fornecer os aparelhos quando julgarem que as crianças já têm certa maturidade para tal.

Uma pesquisa da multinacional espanhola Panda Security colheu opiniões de 1.000 norte-americanos perguntando “quando as crianças deveriam ter um celular”. As opiniões variaram bastante, sendo que:

  • 40% dos entrevistados mencionaram que a idade ideal é em torno de 11-13 anos;
  • 33,2% considerou o ensino médio a melhor época;
  • 17,7% disse ser melhor esperar além do ensino médio;
  • 9,2% não se importaria em oferecer o aparelho no ensino fundamental I ou educação infantil.

Muitas outras pesquisas revelam números parecidos ao redor do mundo. No entanto, nada melhor que reconhecer o ambiente familiar, estabelecer regras e combinados para o uso dos dispositivos digitais, bem como orientar os filhos desde cedo quanto aos perigos do contato exagerado com as telas e sobre sua segurança nas redes.

Não é recomendável blindar o uso da tecnologia

A pandemia da COVID-19 veio nos provar que a tecnologia digital é um veículo altamente necessário, tanto que foi o meio pelo qual pudemos nos manter em contato com a família e amigos, realizar as atividades profissionais e, claro, garantir que as crianças não perdessem o ano escolar em meio ao isolamento.

Além disso, a internet, os aplicativos e redes sociais fazem parte das tecnologias para a educação e fornecem um universo incrível de conteúdos muito úteis para impulsionar a performance de aprendizado das crianças. Tanto que as chamadas metodologias ativas de aprendizagem sugerem agregar recursos digitais à rotina de estudos, dentro e fora da sala de aula. 

Sendo assim, orientar as crianças e adolescentes para o uso consciente dos aparelhos e da internet é a melhor alternativa!

Quais os cuidados na hora de oferecer um celular para crianças?

Como dissemos, regras, combinados e orientações são essenciais para evitar problemas e desgastes por causa do celular. Então, veja as dicas que separamos para ajudar você nessa tarefa.

Combine limites de tempo para uso dos aparelhos

O excesso no uso de celular e tablet é um perigo tanto para a ergonomia, musculatura e articulações quanto para a saúde mental das crianças e adolescentes. Então, não apenas determine horários para uso dos aparelhos, como também a quantidade de tempo que eles poderão utilizar os aparelhos. 

Monitore os principais tipos de uso

Especialmente com as crianças pequenas e pré-adolescentes, é importante limitar o acesso a aplicativos e à internet. Por isso, configure o aparelho para restringir os tipos de conteúdos que podem ser acessados e permitir apenas que aplicativos compatíveis com sua idade sejam instalados.

Além disso, confira frequentemente os arquivos armazenados no aparelho, assim como os aplicativos e acessos a sites registrados no histórico do navegador. 

Explique os perigos da internet

Se adultos frequentemente estão sujeitos à exposição nas redes, as crianças correm perigo em dobro. Por isso, explique os perigos de certos comportamentos na internet, principalmente em relação a expor sua imagem, realizar comentários, fornecer dados pessoais e falar com estranhos. Tenha em seu radar questões como as seguintes:

  • cyberbullying (nunca promover agressões online e, se agredido(a), pedir ajuda imediatamente);
  • fornecimento ou exposição de dados pessoais, fotos e vídeos;
  • envolvimento com conteúdos impróprios e/ou violentos;
  • acesso a sites suspeitos;
  • exploração ou abuso sexual.

Acompanhe os comportamentos dos adolescentes

Os temas que comentamos acima ganham ainda mais força quando estamos falando sobre adolescentes. Ao passo que eles normalmente se julgam maduros o suficiente para tomar decisões sozinhos, não raro se colocam em enrascadas na internet por conta de sua inexperiência de vida. 

Aqui, reforçamos a necessidade do diálogo, especialmente para notar como está sendo seu comportamento. Nessa fase, é preciso respeitar seu espaço e sua privacidade, mas ficar de olhos abertos para alguma atitude suspeita.

Por isso, é muito importante participar de suas redes sociais, observar os comentários postados, a veracidade das informações compartilhadas, bem como suas páginas favoritas. Além disso, você deve incluir no pacote de conversas assuntos como comportamentos positivos na internet, cuidado com o acesso a conteúdos impróprios para a idade e os perigos da exposição do próprio corpo em fotos ou até o vazamento de imagens íntimas.

Reflita sobre os próprios hábitos

Por fim, os pais precisam servir de exemplo. Se você deseja que seus filhos não passem o tempo todo conectados, também deve fazer o mesmo. Então, nos momentos em família, deixe o celular longe, estimule conversas saudáveis, proponha atividades em conjunto, faça com eles programas ao ar livre etc. 

Tudo isso ajuda que os celulares sejam utilizados de maneira saudável, afastando problemas de saúde e o envolvimento em situações perigosas na internet.

Agora você já pode refletir sobre qual é a idade ideal para oferecer celular para as crianças, bem como algumas maneiras de conduzir o uso ideal do aparelho. Então, antes de nos despedirmos, compartilhe este post em suas redes sociais para que outros pais também reflitam sobre essa questão!

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