Como dar feedback efetivo aos alunos: confira nossas 6 dicas!

Confira 6 dicas sobre como dar feedback efetivo para os alunos

Como dar feedback adequado para os alunos? É fundamental, para que se estabeleça uma boa relação entre alunos e professores, que exista um retorno eficiente e claro, em que os mestres consigam passar para os estudantes as considerações adequadas para que haja o desenvolvimento.

Esse retorno deve ser pensado e realizado de forma cuidadosa, uma vez que a intenção é motivar os alunos a buscar sua evolução sem que se sintam inferiorizados ou incapazes de chegar ao sucesso.

Para entender melhor sobre o tema, continue lendo este post!

A importância do feedback

O feedback é importante em qualquer fase escolar. É por meio dele que as expectativas dos estudantes serão alinhadas com as dos professores. Cada professor constrói sua metodologia e uma forma de avaliar e passar suas considerações. Por isso, é importante que, no início dos ciclos letivos, essas informações sejam explicadas, para que não haja dúvidas ao longo do ano escolar.

A relação entre estudantes e educadores deve ser de diálogo constante. Dessa forma, não é preciso esperar por notas e avaliações para que o(a) aluno(a) seja testado(a). Exercícios, arguições e trabalhos em grupo também são formas diferentes de avaliar o(a) estudante e passar orientações para melhorar o desempenho.

Além disso, realizar feedbacks é tão importante quanto especificá-los. Frases curtas, como: “O seu trabalho está ótimo” ou “Você é um aluno exemplar”, são afirmações corriqueiras dentro do ambiente escolar, contudo elas podem ser aprofundadas. Quando o feedback é mais detalhado, o(a) aluno(a) compreende que está no caminho certo, bem como o que pode fazer para melhorar e desenvolver outras habilidades.

Opte por expressões como: “Gostei muito da forma como você abordou o tema da redação. Você conseguiu expressar plenamente o seu ponto de vista” ou ” Sua desenvoltura na apresentação do trabalho foi ótima, tente apenas intercalar a fala com seus colegas, para que todos tenham o mesmo tempo de apresentação”.

Essa relação transparente favorece a melhora das notas e, acima de tudo, trabalha pontos fundamentais para a vida social da criança. Saber receber críticas e avaliações é necessário na vida profissional, por exemplo. As considerações podem ser feitas de forma verbal ou escrita, e, de acordo com o educador americano Grant Wiggins, um bom feedback deve ser composto por sete características:

  1. ser vinculado a objetivos;
  2. claro;
  3. prático;
  4. amigável;
  5. na hora certa;
  6. conectado;
  7. consistente.

O feedback também é importante para o(a) professor(a), uma vez que ele(a) consegue compreender quais falhas existiram no processo de aprendizagem. Assim, o(a) educador(a) pode propor outras formas de ensino, visando à melhor compreensão da matéria por parte dos alunos.

6 dicas para dar um feedback eficiente

Em qualquer relação, seja ela profissional ou educacional, a forma como o feedback é fornecido tem um impacto grande para quem recebe o comentário. Por isso, é preciso pensar muito antes de fazê-lo, para que a experiência não seja negativa. Criticar em público, apontar apenas as falhas e expor as crianças são atitudes que devem ser evitadas na sala de aula.

Veja 6 dicas para realizá-lo da melhor forma.

1. Avaliar no momento adequado

O feedback deve ser realizado no momento adequado. Isso significa que, quanto mais cedo ele for feito, maiores serão as chances de o(a) estudante recuperar o tempo perdido e conseguir acompanhar a turma.

Ao observar as dificuldades específicas, chame o(a) aluno(a) para conversar e proponha para ele(a) atividades e exercícios extracurriculares. Tentar agir durante os trimestres, por exemplo, é melhor do que deixar que o(a) aluno(a) chegue à recuperação e tenha mais dificuldade para se recuperar.

2. Exercer a empatia

Se já é complicado dar feedback aos adultos, imagine repreender crianças e jovens. É preciso que o(a) professor(a) se coloque no lugar do estudante e compreenda que cada um tem suas limitações e qualidades.

Nem todos os alunos serão excelentes em matérias das ciências humanas, assim como nem todos serão exímios em atividades de raciocínio lógico. Ter empatia, paciência e compreensão ajudará a criança a ter confiança e se abrir com o(a) educador(a). Por vezes, a raiz do problema não está na sala de aula. A criança pode estar tendo problemas em casa, e um(a) professor(a) empático(a) consegue identificar isso.

3. Ser educativo

O principal objetivo de um feedback deve ser corrigir as falhas e reconhecer os êxitos. Assim, as considerações precisam ser claras e educativas. O(A) professor(a) pode dar exemplos, para facilitar a assimilação, ou corrigir os erros com o(a) próprio(a) aluno(a).

Além disso, é importante que o(a) docente tenha um modelo de avaliação específico. Isso facilitará que ele(a) faça considerações mais claras e comparações entre os membros da turma, bem como deixa enumerado para o(a) estudante cada ponto obtido.

4. Focar o problema

Na hora da avaliação, é preciso ser claro e focar o problema. Caso haja considerações demais ou muitos pontos abordados, o(a) aluno(a) pode ficar perdido em qual parte ele(a) está realmente bem e a qual ele(a) precisa dar atenção.

Isso pode causar o desinteresse e deixar que pontos importantes passem despercebidos. Depois do feedback, dê um tempo para que o(a) estudante absorva as críticas e mude a forma de agir.

5. Manter-se aberto

Pode ser que o aluno fique arredio em um primeiro momento e não busque ajuda com o(a) professor(a). Por isso, depois do feedback, pergunte se o(a) aluno(a) entendeu todas as considerações e deixe o canal de comunicação aberto para que ele(a) procure ajuda assim que achar necessário. Deve partir do(a) jovem a mudança de comportamento e o interesse por ajuda, assim um(a) profissional aberto(a) e acessível facilitará o processo de aprendizagem.

6. Continuar com o acompanhamento

O feedback não pode ser a parte final de uma avaliação. Depois de identificar as falhas do(a) aluno(a), é preciso continuar o acompanhamento e dar orientações ao(à) estudante para que ele(a) entenda como seguir. Mesmo que o(a) aluno(a) já apresente bons resultados, é sempre importante incentivá-lo(a) para que consiga produzir mais.

O feedback para os alunos começa nas salas de aula, mas deve se estender até a casa dos estudantes. Os pais e responsáveis devem ter acesso às considerações e traçar ações em conjunto com a escola para melhorar o desempenho da criança. Seguindo essas dicas, é fácil compreender como dar feedback aos alunos de maneira clara, eficiente e incentivadora.

Se você quer ler mais conteúdos sobre educação, confira o nosso post no blog sobre a importância da tecnologia na educação atual!

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