convivência social

Qual a importância da convivência social para o desenvolvimento da criança?

Não fomos feitos para viver sozinhos. Relacionamentos saudáveis, pautados por uma convivência social plena e harmoniosa, são itens vitais para nosso bem-estar no mundo, e essas interações começam na infância.

Conexões sociais positivas ajudam a garantir um desenvolvimento saudável, tanto física quanto emocionalmente. Lembre-se de que as crianças aprendem pelo exemplo e, quando testemunham relacionamentos positivos ou são emocionalmente sustentadas, esse comportamento observado ajudará em suas habilidades emocionais e no funcionamento cognitivo mais tarde.

À medida que seu(sua) filho(a) crescer, você perceberá como os círculos sociais dele(a) mudarão drasticamente. No entanto, em cada estágio do desenvolvimento, existem necessidades mentais e comportamentais específicas que são atendidas pela socialização, e todas as etapas geram reflexos nas fases posteriores.

Para que você entenda melhor sobre o assunto, redigimos este post para explicar sobre a importância da convivência social para o desenvolvimento de uma criança e o papel da escola nesse processo. Acompanhe!

O que significa convivência social no contexto infantil?

A interação social está intimamente relacionada ao desenvolvimento emocional na infância. Desde os primeiros meses de vida ― fase em que os bebês são totalmente dependentes de seus pais ―, as interações estão presentes por meio da atenção dada por seus cuidadores.

Dessa forma, os bebês desenvolvem confiança e amor por quem está próximo, pois recebem amor e carinho. O contrário também acontece: em um ambiente hostil desenvolverão desconfiança e indiferença pelas pessoas e pelo mundo porque não construíram outras percepções.

Quando a vida escolar tem início, a convivência social de uma criança amplia-se além do seio da família, e ela passa a ter as primeiras experiências de lidar com desconhecidos ― professores e funcionários da escola, outras crianças e seus pais etc.

É nessa fase que elas começarão a desenvolver suas habilidades sociais, a partir das conexões que realizarão no dia a dia. Somente por meio da convivência social os pequenos conseguirão desenvolver comportamentos e outras formas de comunicação necessárias para efetivamente criar e manter relacionamentos.

As habilidades sociais podem incluir atitudes como iniciar conversas, fazer amigos, ter um bom espírito de equipe e não praticar bullying.

Para se ter uma ideia, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia (Estados Unidos) descobriram, após um estudo que acompanhou um grupo de indivíduos desde sua infância até a casa dos 20 anos de idade, que alunos com um comportamento “pró-social” mais arrojado eram mais propensos a ter bom desempenho nos estudos, entrar na faculdade, conseguir um trabalho de destaque e não cometer crimes em relação aos estudantes com habilidades sociais menos desenvolvidas.

Nesse sentido, quando uma criança realmente aprende a interagir de maneira saudável com as pessoas ao seu redor, diversos aspectos de sua formação são afeados positivamente. Isso inclui desde aprender novas palavras rapidamente quando criança até ser capaz de resistir à pressão de colegas como estudante do Ensino Médio e vencer os desafios da vida adulta.

Como a convivência impacta o desenvolvimento social infantil?

Confira a seguir alguns pontos-chave que a convivência social traz para o desenvolvimento infantil:

Habilidades de linguagem

Com a convivência social, as crianças têm ótimas oportunidades de praticar e aprender habilidades de fala e linguagem. Esse é um ciclo positivo, pois, à medida que as habilidades de comunicação melhoram, a criança amplia suas habilidades de relacionamento com outras pessoas.

Elevação da autoestima

A convivência social permite que a criança crie em si a sensação de pertencimento a um grupo. Por isso, um círculo saudável de amigos reforça o nível de conforto de uma criança com a própria individualidade, o que favorece a elevação de sua autoestima por meio de experiências emocionantes e divertidas. Quando uma criança é incapaz de fazer amigos, isso pode ser frustrante ou até doloroso.

Fortalecer as habilidades de aprendizagem

As interações sociais também favorecem o aprendizado da criança. O fato de estar com autoestima elevada e contar com o apoio dos colegas é um facilitador para que ela consiga vencer desafios, participe ativamente do processo de ensino-aprendizagem e tenha um desempenho melhor em sala de aula.

Resolução de conflitos

A convivência social está diretamente ligada à gestão das emoções. Ao conquistar a autoconfiança, a independência e o bem-estar emocional, paulatinamente a criança desenvolve uma capacidade superior para observar, resolver problemas e responder positivamente em diferentes situações sociais, principalmente a partir de uma atitude positiva espontânea.

Como a escola pode estimular a convivência social entre as crianças?

Para que as atividades pedagógicas atinjam seu objetivo, em boa parte do tempo elas dependem da convivência social. Veja algumas formas que a escola pode adotar com essa finalidade:

Brincadeiras e jogos

O lúdico faz parte inteiramente do universo infantil. Por isso, as brincadeiras e jogos, seja com a finalidade de bem-estar, seja para exercício de algum objetivo específico, são uma excelente combinação para aumentar a interação social e promover a motivação aos estudos.

Trabalhos em grupo

Os trabalhos em grupo permitem a criação de um ambiente de aprendizado colaborativo. Ao promover esse tipo de atividade em equipe, a escola incentiva que os alunos pratiquem e observem interações sociais apropriadas com os colegas para cumprir o objetivo.

Debates e rodas de conversas

Essas atividades são excelentes para dar voz aos alunos e praticar habilidades de comunicação. Dessa forma, as crianças aprendem a falar e ouvir, tanto ao criar argumentos para defender suas ideias quanto ao respeitar o ponto de vista e a vez do outro.

Criação de projetos de gestão das emoções

O aprendizado da gestão das emoções é essencial para o convívio social em qualquer fase da vida. Com esse viés, a escola pode colocar em pauta esse assunto de forma que os alunos sejam incentivados a reconhecer como atuar diante das diversas situações que enfrentarão em sala de aula e fora dela, ao longo de sua vida.

Como você pôde perceber, o desenvolvimento integral de um ser humano também passa pela convivência social plena. Para que seus filhos não se tornem prisioneiros da própria mente, em virtude da inabilidade de gerir as emoções, e colham prejuízos em sua vida, dê importância para essas questões, tanto em casa quanto na escola. Em um mundo tão conturbado como o atual, as pessoas que encontram uma convivência social harmoniosa somente têm benefícios a ganhar — justamente por enfrentar os desafios de maneira mais resiliente e praticando a empatia.

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