correr riscos

  Como deixar um filho correr riscos de forma segura para estimular seu aprendizado

Dizem, por aí, que “quem não arrisca, não petisca”. O significado desse ditado popular é muito simples: aqueles que não correm riscos, não conseguem aprender e perdem, com isso, muitas oportunidades em sua vida. Na teoria, isso é muito simples — mas como aplicar isso no dia a dia de nossos filhos?

A tendência dos pais é, sempre, de proteger os seus maiores bens: os filhos. Expor as crianças e adolescentes aos riscos da vida parece algo absurdo, mas é essencial para a formação do caráter e da personalidade dos jovens, fazendo com que se tornem independentes, maduros e aptos para a vida no mundo real.

Mas como fazer isso de modo seguro? A seguir, discutiremos não apenas a importância dessa estratégia para a criação dos filhos, mas também maneiras de fazê-la de modo confortável e com muita segurança para todos os envolvidos. Boa leitura!

Qual é a importância de correr riscos para os jovens?

Está lembrado do ditado mencionado no início de nossa conversa? Ele traduz com eficiência a importância dos riscos para o desenvolvimento infantil. Sem que erros sejam cometidos, é muito difícil aprendermos sobre as consequências de nossas atitudes e, assim, desenvolver inteligência emocional e cautela nas atitudes.

Por isso, é muito importante correr riscos para conhecermos os nossos limites, testarmos novas sensações e aprendermos, também, sobre o cuidado e o perigo. Essa é uma estratégia extremamente importante para o desenvolvimento da autoconfiança, autoconhecimento, autonomia e muito mais.

Quais são as consequências da superproteção?

Acima, falamos sobre os benefícios de investir em uma leve exposição de riscos para as crianças. Agora, chegou o momento de falarmos o contrário, ou seja, o que pode acontecer caso ela seja muito protegida pelos pais.

Criar seu(sua) filho(a) em uma redoma pode parecer interessante na teoria, já que não desejamos, jamais, que algo ruim aconteça a ele(a). No entanto, uma criança que não se expõe a riscos, sempre em seu próprio ritmo, está muito mais sujeita a sofrer acidentes e a passar por situações desagradáveis no âmbito emocional. Esse é, portanto, um passo fundamental para o desenvolvimento e amadurecimento.

Como deixar um filho correr riscos de forma segura?

Agora, veremos algumas maneiras de estimular seu(sua) filho(a) a correr riscos e se desenvolver plenamente, mas com muita segurança. Vamos lá?

Converse abertamente com a criança

O diálogo é um dos pilares para permitir que a criança corra riscos de forma segura. Conversar abertamente com os pequenos desde o início é algo essencial para o desenvolvimento de uma série de habilidades e, claro, para o aumento da compreensão e da confiança entre todos os envolvidos.

Sendo assim, exponha os riscos para a criança. É fundamental que ela saiba o que pode acontecer antes que isso aconteça. Evite surpresas desagradáveis que podem gerar situações indesejadas, inclusive traumas e fobias. Saber o que esperar faz com que elas se sintam mais seguras e assimilem melhor as possíveis sensações.

Comece aos poucos

Dito isso, nada de expor seu(sua) filho(a) a um risco grande logo de cara. Vá devagar. Vamos pensar, por exemplo, na situação de atravessar a rua. O primeiro passo é atravessar com o pequeno, segurando em sua mão e, aos poucos, explicando os possíveis riscos e cuidados que devem ser tomados nesse percurso.

Depois, deixe que ele atravesse uma parte sozinho. Por fim, permita que todo o percurso seja feito apenas pela criança e participe apenas como um observador. Desenvolver a confiança e segurança gradualmente é fundamental para que nada de errado aconteça e para que a criança realmente saiba o que está fazendo.

Crie situações nas quais o risco é controlado

No início, é fundamental que um ambiente de risco seja criado de forma controlada. Por exemplo: em um passeio ao parque, deixe que seu(sua) filho(a) ande de bicicleta e corra pelas pedras tranquilamente. Equipá-lo(a) com tornozeleiras ou evitar que brinque com as outras crianças dificilmente fará algum bem para o seu autoconhecimento.

No entanto, esteja sempre presente e evite situações que realmente sejam prejudiciais. Mas lembre-se: arranhões e quedas fazem parte do dia a dia de uma criança. É preciso saber dosar na proteção, mas estar sempre por ali para oferecer um abraço e conforto para o(a) seu(sua) pequeno(a) caso algo aconteça.

Dê o exemplo

O ser humano, assim como outros animais, aprende bastante por observação. Por isso, que tal utilizar situações que aconteceram com você como um exemplo para seu(sua) filho(a)? Imagine o seguinte: ao fazer o almoço, você se queima ou faz um corte em seu dedo. Esse é o momento perfeito para mostrar o que pode acontecer caso o fogo ou objetos cortantes sejam manipulados.

Com crianças mais velhas, esse tipo de situação pode ser utilizada também para exemplos de cunho emocional. Situações vividas por outras pessoas são uma ótima maneira de expor riscos. A leitura também é uma forma interessante de se trabalhar essas questões, que são excelentes para o desenvolvimento da empatia.

Cuide de sua saúde emocional

Por fim, uma dica que não está diretamente relacionada com a criação de um ambiente seguro para a exposição dos pequenos aos riscos, mas que tem tudo a ver com esse assunto: a importância dos pais cuidarem de sua saúde emocional. Sabemos que o mundo é um lugar perigoso e que deixar os filhos o explorarem é algo um tanto quanto difícil.

Por isso, para evitar a superproteção — algo que pode ser bastante prejudicial para o desenvolvimento, como vimos anteriormente —, é fundamental que você trabalhe, também, o autoconhecimento e a inteligência emocional. Converse com os profissionais da escola de seu(sua) filho(a) sobre esse assunto, caso ache necessário.

Deixar um(a) filho(a) correr riscos é, sem dúvidas, algo assustador. Afinal, a nossa intenção é sempre protegê-lo(a) de todo o mal que o(a) rodeia. No entanto, isso, quando feito de maneira segura, é um ponto essencial para o desenvolvimento da autonomia e independência nas crianças, além de várias outras características essenciais para o amadurecimento!

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