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Criança no computador: quais os cuidados durante a pandemia?

A relação da sociedade com os computadores é muito recente. Eles foram criados há apenas algumas décadas e se tornaram mais presentes nos lares de todo o mundo a partir do início do novo milênio, ou seja, nos anos 2000. O acesso à Internet também se tornou difundido a partir dessa década, fortalecendo-se alguns anos mais tarde.

Com isso, o conceito de uma criança no computador passou a ser algo natural, mas que demanda certa atenção. A inclusão digital delas trouxe algumas consequências, tanto positivas quanto negativas. No contexto da pandemia de Covid-19, então, é necessário haver ainda mais zelo sobre esse assunto, pois o tempo passado em frente ao PC aumentou.

Por isso, abordaremos aqui a importância dos cuidados com as crianças no computador durante a quarentena, os riscos e os benefícios dessa prática e algumas dicas para tornar essa navegação segura e confortável aos nossos pequenos. Boa leitura!

Por que o tempo no computador durante a pandemia aumentou?

O computador é uma ferramenta que faz parte do dia a dia da grande maioria dos estudantes. Ele é largamente utilizado para a realização de pesquisas, para a digitação de trabalhos e, até mesmo, para fins de entretenimento. Afinal, não faltam jogos e opções de lazer em frente a essa telinha.

No entanto, com o avanço da pandemia e a decretação do distanciamento social, o ensino migrou para o âmbito tecnológico, com aulas em casa. Além disso, o tempo livre das crianças se tornou maior, enquanto as obrigações dos pais dobraram. Assim, o crescimento do tempo online foi um caminho natural a ser seguido.

Quais riscos são enfrentados com o acesso sem supervisão?

A Internet é, sem dúvida, uma ferramenta incrível para o aprendizado infantil. No entanto, ela precisa ser utilizada com muita cautela e supervisão. Alguns dos riscos envolvidos incluem:

  • exposição a conteúdos impróprios para a idade;
  • conversa com pessoas com más intenções;
  • exposição de dados online;
  • exposição da imagem do menor vulnerável;
  • cyberbullying.

Por isso, é de fundamental importância que os responsáveis monitorem o acesso dos filhos à rede. Falaremos mais sobre isso nas próximas linhas.

Quais são os benefícios da Internet quando há acompanhamento?

Antes de falarmos sobre as dicas para deixar as crianças navegarem de forma segura na Internet, vamos abordar alguns benefícios do incentivo do uso dessa ferramenta durante a quarentena e em outros momentos do ano.

Afinal, estamos falando sobre um recurso altamente importante não só para o desenvolvimento cognitivo da criançada, mas também para a sua vida profissional em algum momento do futuro. Por isso, não devemos privá-las do uso do computador, mas, sim, orientá-las para que tudo corra da melhor maneira possível. Confira alguns dos benefícios:

  • letramento digital, ou seja, maior familiaridade com computadores e tecnologia;
  • acesso rápido a uma série de informações educativas;
  • desenvolvimento de habilidades variadas;
  • possibilidade de entrar em contato com familiares e colegas durante o isolamento;
  • diversão a apenas alguns cliques de distância.

Em outras palavras, utilizar a Internet pode ser uma estratégia muito valiosa para o aprendizado e para o desenvolvimento infantil. No entanto, isso deve ser muito bem supervisionado, como veremos a seguir.

Como deixar segura uma criança no computador?

Agora, veremos algumas dicas que funcionam muito bem no processo de garantir que apenas os benefícios de utilizar a Internet façam parte do dia a dia da criançada.

Tenha um diálogo honesto e aberto

O primeiro passo para garantir a segurança de uma criança no computador é manter um diálogo aberto sobre os riscos que ela corre ao navegar de forma imprudente. Isso, é claro, deve ser feito com respeito aos limites da faixa etária de cada aluno(a). No entanto, é uma etapa indispensável.

Além de alertar sobre os riscos, é essencial que os responsáveis orientem os pequenos sobre o modo certo de utilizar a Internet (não divulgando dados e fotos a estranhos, por exemplo) e sobre a necessidade de comunicar qualquer tipo de problema aos pais e familiares.

Estimule a autonomia

Qual criança nunca sonhou em se tornar logo um adulto e “ser dono do próprio nariz”? Você certamente passou por essa fase em algum momento da infância. Ainda que isso não seja possível na prática, o estímulo da autonomia costuma funcionar muito bem com a criançada.

Demonstrar confiança na palavra dos pequenos e, ao mesmo tempo, mostrar que você está disponível para ajudá-los caso eles sintam a necessidade transparece segurança e faz com que você, responsável, seja visto(a) como um(a) aliado(a).

Participe dos momentos de acesso

Com o incentivo da autonomia infantil, será possível se tornar um(a) participante ativo(a) dos momentos de acesso sem parecer invasivo(a) demais. Dessa forma, o ato de navegar deixará de ser algo proibido, mas, sim, estimulado, tornando todo o processo muito mais seguro.

Permita, então, que a criança o(a) inclua nesse momento por livre e espontânea vontade. E, quem sabe, utilize essa brecha para fazer desse um momento em família prazeroso e produtivo durante a quarentena.

Verifique as amizades online da criança

Outra dica válida é sempre participar do dia a dia da criança, de modo a ter acesso a quem são as suas amizades. Demonstre interesse pelas pessoas com as quais ela se comunica e verifique, por si mesmo(a), se elas são reais ou não. Esse é sempre um risco que corremos quando o assunto é a Internet.

É interessante também não fazer isso “às escuras”. Explique para o(a) pequeno(a) sobre os riscos da presença de fakes online e peça que ele(a) o(a) ajude em sua busca. Esse trabalho em equipe fará com que a criança consiga compreender o problema e, claro, aprender a descobrir se está ou não sendo enganada na web.

Explique a elas quais são os perigos da Internet

Essa é, inclusive, uma boa deixa para explicar à criança sobre os riscos presentes na Internet. Claro que essa é uma etapa que exige bom senso. É fundamental identificar quais são os limites de seu(sua) filho(a) e, a partir daí, discernir sobre o que ele(a) está ou não apto(a) a escutar.

No entanto, assim que for possível, comece a introduzir os temas adequados à idade da criança. A informação nunca deve ser mantida a sete chaves. Pelo contrário! Deixe seu(sua) pequeno(a) bem informado(a) e, em retorno, terá um(a) amigo(a) que confia em você e que desenvolverá responsabilidade desde cedo.

Ensine a criança sobre os links maliciosos

Outro perigo sobre o qual você deve alertá-la diz respeito aos links maliciosos. São aquelas páginas bastante chamativas que, ao clicarmos, nos direcionam a uma bela dor de cabeça — um vírus “daqueles” ou até mesmo ao acesso a conteúdos que não devem ser vistos por jovens.

Por isso, a orientação é, novamente, o melhor remédio para evitar essa questão! Mostre alguns exemplos de links que não devem ser acessados e, claro, demonstre também quais são os sites seguros e como identificá-los. Uma breve explicação já é o suficiente, mas utilize também bloqueadores de páginas maliciosas para potencializar a proteção.

Estabeleça limites ao uso do computador

Dito tudo isso, é bem provável que o(a) seu(sua) filho(a) já esteja bem ciente de que a Internet é um local com regras e boas práticas, assim como o “mundo real”. Deixar isso bem claro é superimportante para que ele(a) comece a entender que esse é um ambiente com riscos e deveres (e que devemos, por exemplo, respeitar os demais usuários assim como os nossos vizinhos).

Por isso, é natural que também existam limites para o seu uso. Crianças não podem andar na rua durante a madrugada, certo? Ou sem a supervisão de seus pais, por exemplo. O mesmo é válido para a Internet e para o computador. Explique bem quais são os limites e quais são as responsabilidades da criança no uso desses recursos.

Deixe o computador em um local estratégico

Apesar de a autonomia ser importante, é fundamental lembrar que as crianças precisam de monitoramento. A Internet costuma pregar peças que podem ser perigosas para os pequenos. Afinal, quem nunca se deparou com um popup (menus de texto ou janelas de anúncios) indesejado ao navegar online?

Deixar o computador em um local com um grande fluxo de pessoas e tomar as medidas necessárias para proteger as crianças de sites indesejáveis é algo que faz parte da garantia de segurança infantil online. Inclusive, existem vários filtros disponíveis para o controle dos pais.

Esteja atento(a) aos sinais

Por fim, uma dica de ouro: conheça bem o(a) seu(sua) filho(a) e esteja atento(a) aos sinais. Por mais que a autonomia seja estimulada e o diálogo esteja aberto, a criança pode se sentir intimidada quanto a compartilhar certas coisas vistas na web.

Mudanças de comportamento, como choros frequentes, isolamento, resistência a realizar atividades que antes eram vistas com prazer e, até mesmo, certo receio — ou um apego exagerado — do computador podem ser sinais de alerta de que algo está acontecendo. Portanto, mantenha a atenção redobrada.

Como foi possível observar, uma criança no computador não é algo nocivo, mas deve, sim, haver um monitoramento. Essa é uma prática cheia de vantagens para o aprendizado e que, quando trabalhada de maneira saudável, traz muitos benefícios ao desenvolvimento do(a) seu(sua) filho(a). Por isso, esteja sempre de olho e por perto.

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