Como ajudar seus filhos a estudar para a recuperação escolar

Como ajudar seus filhos a estudar para a recuperação escolar

Quando chega o final do período letivo, muitos alunos têm o merecido descanso, enquanto outros ficam em recuperação escolar. As notas baixas não devem ser motivo de desânimo, e sim encaradas como uma nova oportunidade de aprender o conteúdo que não foi fixado durante o ensino regular.

Nesse momento, os pais têm o papel fundamental de apoiar os filhos no processo de como estudar para a recuperação e ajudá-los a lidar com a pressão do momento. Os responsáveis devem ser acolhedores e compreensivos, mas também estabelecer novas regras e horários de estudo a fim de que a situação não volte a acontecer.

Por isso, nada de desespero! Com a notícia de uma recuperação, a palavra-chave é tranquilidade. Se você quer saber mais sobre esse tema e conhecer algumas dicas para estimular os filhos a estudar, continue lendo este post.

Qual é a importância dos pais no processo de recuperação?

A reação de alguns pais ao saber da recuperação do(a) filho(a) é de repreensão e castigo. Entretanto, esse não é o melhor momento para isso. Ao ficar de recuperação, o(a) jovem já está sendo punido, pois está vendo seus amigos evoluírem sem ele(a). Portanto, repreender nesse momento só atrapalhará a melhora dos resultados.

A recuperação vai além das notas em si, pois de nada adianta tentar empurrar a criança para frente se ela ficar com falhas de aprendizagem. No futuro, esse déficit pode se juntar a outras matérias mais complexas e acabar se tornando uma bola de neve.

Compreender esse fator fará com que os pais ocupem o seu verdadeiro local em toda a situação, ou seja, o de mentor. Proporcionar um ambiente acolhedor à criança ou ao adolescente em recuperação é o papel dos responsáveis pelo(a) estudante. Esse cuidado será determinante para o(a) aluno(a) se sentir confiante e obter bons resultados nas próximas provas, bem como evitar a reprovação escolar.

O que fazer para acolher e tranquilizar os jovens em recuperação?

Agora, falaremos exclusivamente sobre os caminhos que devem ser percorridos para que o(a) estudante se sinta confortável, confiante e apto(a) a encarar esse desafio de cabeça erguida. Contando, é claro, com a participação ativa de seus responsáveis.

Primeiro, é preciso conversar com o(a) filho(a) e refletir sobre os porquês da recuperação. Os pais devem agir como tutores e auxiliar no entendimento das atitudes que desencadearam a baixa produtividade.

É preciso analisar, por exemplo, se a recuperação foi em uma matéria específica — nesse caso, aulas de reforço particular podem ajudar — ou se o baixo desempenho foi geral. Se isso aconteceu, provavelmente, seu(sua) filho(a) teve algum problema de comportamento ou apresenta dislexia, déficit de atenção ou dificuldade no aprendizado. Dessa forma, os pais e a escola poderão avaliar o que ocorreu e propor mudanças.

Esse é o momento no qual pais e filhos precisam construir diálogos abertos. Ambos devem estar dispostos a superar essa fase e traçar novas diretrizes para o próximo ano ou período letivo, de modo a evitar que a situação se repita. Além disso, deve-se garantir que esse seja um processo tranquilo e isolado na vida acadêmica do(a) jovem.

Como ajudar os filhos a estudar para a recuperação escolar?

Para ajudar o(a) jovem acerca de como estudar para a recuperação, é preciso orientá-lo(a) da maneira certa. Veja algumas dicas que podem ser úteis durante esse processo.

Trace planos e defina uma agenda de estudos

Antes de colocar seu(sua) filho(a) para estudar para a recuperação, é necessário traçar um plano, escrever metas e objetivos e definir um cronograma de estudos. Mapeie as matérias e os assuntos em que o(a) jovem tem mais dificuldade e procure conteúdos capazes de ajudá-lo(a).

Saiba ainda que muitas horas de estudo não são sinônimo de aprendizado. Até os oito anos de idade, por exemplo, as crianças não devem estudar mais do que duas horas por dia, com pausas e mudanças de abordagem. Caso contrário, elas poderão ficar estressadas e diminuir o seu rendimento.

Estabeleça limites para as horas de lazer, como brincar com os amigos ou jogar videogame. A criança não precisa ser punida com castigos, mas deve entender que algo precisa ser diferente para os resultados também serem.

Crie um canal de comunicação eficiente com seu(sua) filho(a)

Criar e deixar aberto um canal de comunicação com seu(sua) filho(a) é importante para que ele(a) tenha segurança para falar sobre qualquer assunto e dificuldade. Em alguns casos, as crianças apresentam medos e travas na vida escolar, mas não contam nada aos pais, pois têm receio de repreensões.

Por isso, ao criar esse elo, o(a) aluno(a) estará mais tranquilo(a) para dividir seus medos e suas inseguranças. É importante se lembrar de seu papel como responsável por aquele(a) jovem.

A partir da confiança e do respeito, o(a) seu(sua) filho(a) se sentirá muito mais confortável para desabafar. Assim, encontrar soluções em parceria com o colégio será uma tarefa simples, buscando formas de como estudar para a recuperação e melhorar o desempenho escolar do(a) estudante.

Seja incentivador(a)

Se a criança perceber a sua preocupação ou desespero, ela pode se sentir desencorajada e incapaz. Mesmo que a recuperação não seja um assunto simples, é dever dos pais ser os incentivadores nesse momento.

Por exemplo, se a criança tiver dificuldade em matemática e facilidade em português, exalte isso para ela. Diga que, com um pouco mais de estudo e esforço, a matemática poderá se tornar tão fácil e divertida quanto o português.

Além disso, dividir suas próprias histórias da época do colégio pode ser de grande ajuda. Os jovens se espelham em seus pais e buscam deixá-los orgulhosos. Por isso, quem sabe, saber que seus heróis apresentaram momentos de fraqueza no ensino, mas o superaram com dedicação, possa ajudar nesse processo.

Faça grupos de estudo

Os amigos de sala de aula também podem ser excelentes professores. Por isso, incentive que as crianças façam grupos de estudo e um auxilie o outro a aprender e melhorar em matérias nas quais tenham dificuldade.

Nesse caso, o aprendizado pode ser feito de igual para igual e, enquanto um(a) aluno(a) explica a matéria para o(a) outro(a), ambos reforçarão seus conhecimentos.

Sendo assim, que tal demonstrar mais uma vez a parceria entre você e seu(sua) filho(a) e convidar os amigos dele(a) para passar uma tarde em casa e ajudá-lo(a) com a matéria? Depois de todo estudo, um bom filme para relaxar pode ser uma ótima recompensa!

Contrate um(a) professor(a) particular

Contratar um(a) professor(a) particular também é uma alternativa, caso o(a) aluno(a) apresente dificuldade em apenas uma matéria e se for possível financeiramente.

O(a) profissional pode abordar pontos da matéria de maneira diferenciada do(a) professor(a) da escola. Aquilo com que o(a) estudante apresentou dificuldade na primeira explicação poderá ser facilmente assimilado na segunda vez, por exemplo.

Além disso, ele(a) estará ali para dar atenção exclusiva ao(à) aluno(a) e conseguirá passar atividades e conteúdos voltados às dúvidas específicas dele(a). Essa ajuda extra, em tempo de recuperação escolar, dará a orientação necessária e o acompanhamento para que o(a) estudante não falhe novamente naquela matéria.

Procure novos métodos de aprendizado

Se o método tradicional não foi eficiente, é interessante buscar opções lúdicas e alternativas para o aprendizado. Criar canções, esquemas e mnemônicos pode ajudar na fixação. Outra medida é ensinar o(a) jovem a fazer resumos que auxiliem na hora da prova.

Também é possível buscar metodologias que fujam do convencional. Dê uma pesquisada sobre, por exemplo, o método Pomodoro, pois ele costuma ser bastante eficiente.

Vale a pena lembrar que muitas dessas ferramentas podem ser adquiridas facilmente (e de maneira gratuita) por meio de aplicativos que auxiliam com a questão da produtividade. Falaremos mais sobre a tecnologia a seguir.

Use a tecnologia a seu favor

A tecnologia pode ser uma importante aliada nesse momento. Uma boa opção são os aplicativos para smartphone, que podem ser ferramentas complementares. A fim de tornar as horas de estudo mais interativas, sugira também que seu(sua) filho(a) pesquise canais no YouTube de educação e fóruns de dúvidas sobre determinados assuntos.

Além disso, há diversos jogos que são divertidos e podem ensinar, levando o contexto da gamificação para o aprendizado. Eles também podem ser encontrados de forma completamente gratuita nas lojas de aplicativos nos celulares.

Reserve um espaço para os estudos

Priorize a criação de um espaço de estudo tranquilo e longe de distrações. Quando o(a) estudante tem um local organizado para estudar e relaxar, as horas fluem mais rapidamente, e o resultado é melhor. Por isso, nada de permitir que o estudo seja feito na cama ou na mesa da cozinha, por onde as pessoas passam conversando a todo instante.

Além disso, lembre-se de que o ambiente de estudos deve ser confortável. Por isso, uma cadeira de boa qualidade, uma mesa na altura adequada e uma iluminação suave para os olhos são fatores essenciais.

Por fim, não deixe de manter esse local longe das distrações. Sendo assim, a televisão e outros eletrônicos devem estar devidamente desligados durante o momento dos estudos. Depois, o lazer é liberado — e recomendado!

Incentive a resolução de questões

Por fim, uma dica que não pode ficar de fora de nossos conselhos sobre estudos de recuperação: incentive, sempre que possível, a resolução de questões como método de estudo. Embora a teoria seja essencial — sem ela, não conseguimos criar a bagagem necessária para os exercícios —, a prática também não fica para trás.

A partir da resolução de questões, fica muito mais fácil identificar não apenas os erros, mas as dificuldades. Assim, o(a) aluno(a) tem a oportunidade de tirar todas as dúvidas com os docentes ou colegas e chegar pronto(a) na hora da prova de recuperação.

Outra dica interessante consiste na resolução de provas anteriores. Entre em contato com a escola e solicite esse tipo de material, caso ele não tenha sido disponibilizado. A recriação do ambiente do exame, como em simulados pré-vestibular, ajuda muito na preparação e faz com que o momento da prova se torne menos estressante.

Por fim, com um pouco de rotina e disciplina, saber como estudar para a recuperação e traçar novos objetivos para o próximo ano fica muito mais fácil. Converse com o(a) jovem e veja se ele(a) entendeu os motivos pelos quais chegou até ali. Esse entendimento é fundamental para que novas atitudes surjam.

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