Filhos na internet: como acompanhar sem ser invasivo?

Filhos na internet: como acompanhar sem ser invasivo?

A inserção dos filhos na internet é um assunto que preocupa pais de todos os cantos do mundo, afinal de contas, garantir a segurança em um espaço tão abrangente não é tarefa fácil. Contudo, essa meta deve ser colocada como uma das principais a se atingir.

Para garantir a boa educação dos filhos, é preciso estar a par do que eles estão fazendo, com quem interagem e sobre o que conversam. Isso não tem a ver com invasão de privacidade, mas é uma forma de tentar garantir a segurança deles. Entretanto, como tudo na vida, isso também exige limite para que eles não se sintam invadidos.

Por mais que a internet tenha trazido benefícios, como maior fluxo de informações e a possibilidade de se manter conectado com o mundo, também trouxe malefícios, como os crimes cibernéticos, por exemplo, o cyberbullying e a pedofilia praticada na rede. Para as crianças e adolescentes, pode ser mais difícil de identificar quando estão caindo em alguma “armadilha”.

Dessa forma, o acompanhamento deve ser constante! Quer saber mais sobre o assunto e como você pode estar presente na vida do seu filho(a) até no mundo virtual? Continue a leitura.

Por que acompanhar os filhos na internet?

Já parou para se perguntar o que o seu filho(a) faz na internet? No contexto atual em que vivemos, as crianças com menos de 7 anos de idade já têm perfil em alguma rede social. Apesar de ser uma realidade do mundo globalizado, esse fato só deve ser aceito quando há monitoramento e orientação por parte dos pais.

“Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema […], você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”, como bem disse Thiago Tavares, presidente da organização não governamental Safernet.

Como o número de usuários da internet cresce cada vez mais, os crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes também. Em alguns casos, se não há diálogo nem monitoramento, fica difícil identificar quando o seu filho(a) está sendo vítima. Por isso, o monitoramento e acompanhamento devem ser constantes:

  • em que sites navegam?
  • com quem e o que conversam no Facebook?
  • como se comportam no meio on-line?
  • estão sendo ofendidos e/ou ofendendo alguém?

Tudo isso pode influenciar na educação, pode determinar a inserção deles na sociedade e a forma como veem o mundo. Dessa forma, o controle e a vigilância são maneiras de garantir a segurança e a boa educação. Mas, a partir do momento que seu filho(a) se sentir invadido(a), é hora de repensar como isso está sendo feito.

Para entender melhor os motivos e a importância do acompanhamento, pode-se fazer uma comparação da internet com o mundo real: você deixaria o(a) seu(sua) filho(a) de 12 anos sozinho(a) na rua à noite? Levando em consideração tanto a segurança quanto o fato de que à noite é hora de dormir, o que ele(a) poderia estar fazendo na internet quando a maioria das pessoas do seu ciclo social já está dormindo?

Não pode se esquecer de deixar claro que as regras não foram impostas por falta de confiança nele(a), mas nos outros.

Como o acompanhamento e orientações podem ser feitas?

Um grande fato sobre a internet é que a informação está a apenas um clique de nós e o contato com pessoas que estão do outro lado do mundo é possível. Assim como pode ser um benefício, pode ser um malefício. Por isso, é preciso estabelecer regras e orientar os menores de idade para que saibam lidar melhor com a tecnologia.

Limite o tempo de navegação

O limite deve ser dado tanto pela segurança quanto pela saúde mental do(a) seu(sua) filho(a). Além de ele(a) precisar descansar, a chance de ameaças de pessoas mal-intencionadas aumenta em determinados períodos do dia, como de madrugada.

Para garantir que o tempo seja respeitado, pode-se até estabelecer a regra de desligar a internet durante a noite, por exemplo.

Coloque o computador em um local visível

Colocar o computador em áreas comuns da casa pode facilitar o monitoramento e diminuir os riscos.

Utilize softwares de monitoramento

Alguns especialistas recomendam a instalação de softwares para monitoramento e outros alertam para o grande risco que os pais correm utilizando-os: a desestruturação da relação de confiança com o(a) filho(a).

Como exemplo de software, temos o Free Facebook Monitoring, o qual é bloqueado por senha e captura tudo o que é feito no Facebook.

Não se esqueça do celular

Os dispositivos móveis têm sido uma alternativa para o computador. Para aliviar os pais, também há aplicativos de monitoramento para celulares:

  • para o sistema iOS, existe o Teensafe: (pago) é possível limitar o tempo de navegação, bloquear sites e ver as mensagens de texto e tudo o que é postado nas redes sociais;
  • para o Android, tem o Controle Parental Screen Time: (gratuito) é possível limitar o tempo navegado diariamente e bloquear determinados aplicativos.

Entenda e procure saber sobre as tendências digitais

Os pais devem procurar se informar cada vez mais sobre as novas tecnologias para terem recursos para dialogar com os seus filhos e para que o monitoramento seja cada vez mais eficaz. Como exemplo, já procurou saber sobre as redes sociais existentes além do Facebook e do Instagram? Ask.fm, Snapchat e Badoo também existem.

Estimule o diálogo

Mostre que você também está imerso no mundo on-line e converse com ele(a) sobre as novas tendências, os sites de que gosta e troque dicas. Assim, abrirá espaço para o diálogo.

Fale também sobre as suas experiências e o que aprendeu com elas. Diga como reagir caso passe por problemas. Mostre os riscos e demonstre que você só monitora porque realmente se importa com ele(a).

A conversa sempre será o melhor caminho. Você precisa ser franco com a criança e com o adolescente e tem que mostrar que pessoas mal-intencionadas existem em todo lugar, principalmente no mundo virtual, onde é possível fingir ser o que não é. Assim, em vez de se sentir invadido(a), seu filho(a) pode se sentir protegido(a) por você.

Evite a superexposição

Se o seu filho(a) estiver nas redes sociais, oriente-o(a) sobre a superexposição. O perfil deve ser restrito aos amigos da mesma idade e à família, não deve conter informações pessoais, nem fotos comprometedoras.

Como a escola pode ajudar?

Como a internet está ficando cada vez mais presente na vida de todos, provavelmente, o(a) seu(sua) filho(a) consegue ter acesso a ela em todos os lugares que frequenta, como na escola. Sabendo disso, a instituição deve ser de confiança, porque os professores também se tornam fundamentais nesse processo.

Então, a escola deve ter tradição e qualidade, e os educadores devem ser conscientes de seu papel formador. Além disso, deve estimular atividades extracurriculares, para que os alunos possam ocupar o tempo livre com atividades lúdicas, educativas e de lazer, como a inserção em projetos sociais, atividades esportivas e aulas de teatro.

Mas, como sabemos que em algum momento do dia a criança e/ou adolescente terá acesso à internet, algumas instituições já desenvolvem conteúdos para que o aluno acesse on-line de onde estiver. É uma continuação da escola em um ambiente inovador e muito utilizado.

O que fazer se o(a) seu(sua) filho(a) for vítima de crimes cibernéticos?

Mesmo que você tente desenvolver confiança na relação com o(a) seu(sua) filho(a) para que ele(a) fale as coisas boas e ruins que acontecem, às vezes, ele(a) pode estar sendo ameaçado(a), sentindo-se envergonhado(a) ou, até mesmo, alheio(a) à gravidade do problema.

Então, é sempre importante estar atento ao comportamento que ele(a) vem apresentando, como agressividade, falta de sono, desconforto quando está mexendo no computador e alguém está por perto, etc.

Mas, por mais que o acompanhamento e orientação sejam constantes, o risco ainda continua. Portanto, quando um crime for identificado, é importante:

  • não culpar seu(sua) filho(a);
  • manter a calma para que o criminoso seja devidamente punido;
  • informar às autoridades;
  • recolher o máximo de provas que puder;
  • transformar o acontecimento em uma lição para a vida.

Monitorar, vigiar, orientar, fornecer conteúdos de acordo com a faixa etária são as chaves para o(a) seu(sua) filho(a) faça um bom uso da tecnologia.

Comente para sabermos se o post ajudou você e, quem sabe, dialogamos um pouco mais.

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