Inteligência emocional: a importância de desenvolvê-las em crianças

Entenda a importância de desenvolver a inteligência emocional em crianças!

A inteligência emocional é uma habilidade que ajuda pessoas a canalizar seus sentimentos. Compreender as emoções e trabalhá-las é fundamental para que os indivíduos controlem seus desejos e impulsos e aprendam a lidar tanto com situações satisfatórias quanto com momentos de frustração. Por isso, trabalhar a inteligência emocional em crianças é tão importante.

Pais e professores são responsáveis por mostrar aos pequenos que o mundo não é perfeito e que é preciso aprender a lidar com isso de forma natural. Assim, fomentar a consciência de seus estados emocionais e fazer com que eles saiam de suas zonas de conforto é uma forma de trilhar um caminho.

Continue lendo o post para saber mais sobre o assunto!

O que é a inteligência emocional?

Uma pessoa emocionalmente saudável não é aquela que não chora, se irrita ou se frustra, mas sim aquela que aprimora e compreende suas próprias emoções e consegue ser empática a ponto de se colocar no lugar do outro.

A inteligência emocional é tão importante quanto o quociente de inteligência, pois os dois conferem serenidade e discernimento às funções cognitivas para que elas trabalhem em conjunto plenamente. Assim, não adianta ter um(a) filho(a) que se destaca na escola, mas que não consegue fazer amizades e se dar bem socialmente.

É na fase adulta que a inteligência emocional é mais necessária. Nessa fase, o jovem começa a encarar os primeiros grandes desafios da vida e, com eles, algumas frustrações. Entrar em uma faculdade, arrumar o primeiro emprego, ter relações amorosas, ser responsável pela manutenção de uma casa e aprender a gerenciar dinheiro são algumas das situações que surgem nesse momento.

Por mais que a maioria dessas atividades seja sinônimo de liberdade e independência, há um preço a se pagar por elas, e é a partir desse ponto que a inteligência emocional faz a maior diferença. Quando os pais e professores começam a falar com as crianças sobre emoções, elas começam a encarar com naturalidade as situações adversas da vida.

É preciso desmistificar e conversar sobre pensamentos, como o de que “meninos não devem chorar ou demonstrar fraqueza”, “mulheres devem ser delicadas”, “casamento deve ser uma prioridade na vida adulta”, “tirar notas baixas é sinônimo de burrice”, entre outras ideias preestabelecidas.

Como trabalhar a inteligência emocional na infância?

Em cada fase da vida, a criança deverá trabalhar a inteligência emocional de uma determinada forma. A primeira delas pode ser ao lidar com as frustrações advindas de negações, que, geralmente, se transformam em birras. Até os dois anos de idade, essas situações podem acontecer, e os pais devem conversar e explicar para a criança por que isso não é certo.

Se as atitudes persistirem, isso significa que a criança não está desenvolvendo sua inteligência emocional e que não está conseguindo se colocar no lugar do outro. Nesse caso, os pais devem estimular a reflexão e questionar a criança para que ela chegue à conclusão de que aquela atitude está errada.

Perguntas como “Você acha que o/a papai/mamãe fica feliz quando você faz isso?” ou “O que você está pedindo agora é, realmente, necessário?” devem ser feitas. A criança deve compreender limites e necessidades sozinha, e os responsáveis devem conversar e responder com explicações, e não apenas dizendo que não podem, sem abrir precedência para conversas.

Como ajudar as crianças a desenvolver a inteligência emocional?

As emoções têm estágios e se desenvolvem ao longo do ciclo vital. A partir dos dois anos de idade, já é possível desenvolver a inteligência emocional. Veja algumas dicas de como fazê-lo.

Crie laços afetivos

É preciso estimular a criação de laços e vínculos afetivos nas crianças. Criar vínculo com familiares pode parecer algo simples, mas, no caso dos jovens, deve ser construído diariamente com doses equilibradas de cobrança e companheirismo. Mesmo com a rotina cansativa dos pais e dos filhos, é preciso que haja momentos de conversa, orientação, estudo e lazer.

Trabalhe a autoestima

Os pais são as figuras mais confiáveis para as crianças, e é por meio deles que elas devem ter a sua autoestima preparada. Isso não significa que os responsáveis devam falar que o(a) filho(a) é o(a) mais lindo(a) e inteligente do mundo.

Trabalhar a autoestima, de verdade, tem relação direta com a busca para tornar o(a) filho(a) uma pessoa melhor, dando tranquilidade para que ele(a) se arrisque mais e se sinta seguro(a) para se desafiar. Elogiar os filhos é sempre válido, mas é melhor que se elogie o esforço e a tentativa do que o resultado do processo, pois, dessa forma, a criança entenderá que pode ser boa mesmo quando falhar.

Estimule a resiliência

A criança resiliente terá uma capacidade maior de lidar com problemas e encarar dificuldades. Os pais e as escolas devem ensinar essa habilidade aos pequenos, prevenindo a depressão e mostrando como ser otimista auxilia na capacidade de se sentir feliz e satisfeito com pequenas coisas.

A resiliência depende da interação e do entendimento com o outro. Ao ser resiliente, a criança estará compreendendo que nem sempre tudo acontecerá do jeito que ela gostaria e que, às vezes, é preciso abrir mão de suas vontades em prol de outras pessoas.

Deixe que a criança tenha momentos de frustração

De nada adianta tentar resguardar os filhos de momentos ruins e frustrações, pois, na vida adulta, é inevitável que isso aconteça. Por isso, não ganhar um brinquedo, perder um jogo ou não poder ir a algum lugar são pequenos ensaios para outras situações e “nãos” que eles enfrentarão na vida.

Pode parecer algo difícil ou mesmo doloroso de ser feito, mas é melhor que seja assim, pois a criança terá o apoio dos pais para explicar o motivo da negativa. A criança vai se decepcionar, chorar, mas, sobretudo, vai aprender. Isso é trabalhar a consciência crítica e transformar negativas em aprendizados. Falar sobre os sentimentos em geral e o que a criança está sentindo é importante para que ela entenda que isso é normal e que passa.

Incentive brincadeiras

Os adultos buscam válvulas de escape para trabalhar seus medos e angústias — alguns fazem exercícios físicos e outros meditam. No caso das crianças, não é diferente. Quando elas não conseguem expressar e manifestar sentimentos com palavras, o ato de brincar pode ajudar. As brincadeiras em grupo, por exemplo, desenvolvem o senso de pertencimento, aceitação e expressão, melhorando o controle da agressividade.

Portanto, a inteligência emocional em crianças pode e deve ser trabalhada desde a pré-infância. É preciso compreender as características individuais de cada jovem e respeitá-lo em seu espaço. Incentive as crianças a pensarem sobre emoções e dê exemplos dentro de casa que corroborem as situações verbalizadas.

Gostou do nosso conteúdo? Então, deixe seu comentário no nosso post!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.