isolamento social

Como o isolamento social afeta o desenvolvimento infantil?

A chegada da Covid-19, doença causada pelo coronavírus e responsável pela morte de milhões de pessoas em todo o mundo, pegou a todos nós de surpresa. De uma hora para outra, toda a sociedade precisou reaprender a lidar com as interações sociais e se acostumar com uma realidade muito diferente do “normal”.

Um dos principais aspectos ressaltados pela pandemia foi o isolamento social. Diversos países, incluindo o Brasil, adotaram medidas de quarentena a fim de minimizar a propagação do vírus. Uma das estratégias utilizadas foi o cancelamento das aulas presenciais e a migração para o sistema de educação a distância (EAD) por tempo indeterminado.

A mudança brusca na rotina afetou todos. No entanto, as crianças foram particularmente acometidas por uma série de razões. Ao longo deste conteúdo, discutiremos um pouco sobre esses fatores e mostraremos algumas maneiras de contornar os problemas e tornar a quarentena mais tranquila para as crianças. Boa leitura!

Como a quarentena afeta o desenvolvimento infantil?

Para começar, mostraremos alguns dos impactos negativos que o isolamento social tem no desenvolvimento infantil e no estado emocional de nossas crianças. Confira!

Mudança brusca na rotina

Crianças, independentemente de sua idade, não sabem lidar muito bem com mudanças abruptas em seu dia a dia. Sendo assim, esse é um dos fatores que mais agravam o mal-estar dos pequenos nesse período atípico. Em pouco tempo, toda a sua realidade foi afetada, e é comum que eles se sintam perdidos e deslocados em frente às novidades.

Limitação do espaço para brincar

Qual criança não gosta de brincar? Mesmo aquelas que moram em ambientes pequenos e sem área destinada a essa atividade podem, na escola, correr à vontade e se divertir com os amigos. No contexto de isolamento social, torna-se inviável. Essa é, sem dúvida, outra das razões pelas quais a quarentena é prejudicial para as crianças.

Falta de interação social

Estar com amigos, professores, familiares e pessoas diferentes é fundamental para o desenvolvimento infantil. É por meio dessas relações que os laços são construídos e que as capacidades de comunicação são firmadas na personalidade da criançada. Essa é, portanto, uma questão bastante séria.

Redução da atividade física

A redução do espaço para brincar e a falta de idas ao colégio faz com que a atividade física das crianças seja muito reduzida durante a quarentena. Esse fator é um perigo à saúde, pois possibilita o ganho de peso e diminui os hábitos saudáveis que devem fazer parte da infância.

Alteração nos padrões de sono

Ficar muito tempo em casa e não ter horário para ir à escola também resulta em um problema bem conhecido: a alteração nos padrões de sono. Dormir e acordar tarde são os exemplos mais comuns. Aos poucos, a prática gera um “efeito cascata” na saúde que pode trazer problemas na alimentação e, até mesmo, nos estudos, como veremos a seguir.

Dificuldades nos estudos

Sono desregulado, dificuldade para focar nas atividades a distância, desmotivação, ansiedade: muitos fatores contribuem para que o rendimento escolar das crianças caia bastante durante a quarentena. Por isso, cabe aos pais e educadores participarem ativamente desse momento, de modo a evitar uma queda no desempenho.

Surgimento de problemas emocionais

Todas essas questões podem, infelizmente, culminar em um quadro nada agradável: o aparecimento de problemas emocionais na infância. A ansiedade e o estresse são bons exemplos que estão relacionados com a implementação do isolamento social. Por isso, é preciso ficar de olho!

Quais as melhores formas de lidar com os problemas do isolamento social?

Agora, mostraremos algumas dicas para atenuar os problemas do isolamento social e fazer com que a quarentena seja um período mais tranquilo e produtivo para as crianças. Veja a seguir.

Elabore uma nova rotina

O primeiro passo é, sem dúvida, estabelecer uma nova rotina para toda a família, trazendo uma sensação de controle e facilitando a assimilação das crianças com o que é considerado o “novo normal”.

Busque novas maneiras de fazer a interação social acontecer

O distanciamento social é apenas físico, mas isso não quer dizer que ele também precise ser emocional. Utilize a tecnologia para conectar seus filhos aos colegas (sempre com a supervisão e aprovação dos responsáveis), familiares e pessoas que eles gostam.

Tenha horários

Manter horários é uma das melhores maneiras de otimizar a produtividade das crianças e mantê-las ocupadas, mas sem sobrecarregá-las. É importante também ter um horário para as refeições e para dormir e acordar, mantendo o padrão do que acontecia no período de aulas presenciais.

Faça um cronograma de estudos

O cronograma de estudos — e um horário determinado para estudar — ajudará o(a) seu(sua) filho(a) a não se perder nas atividades e melhorará o seu desempenho escolar. O interessante é seguir as normas do colégio e conciliar as atividades feitas com o que foi visto no dia de aula virtual.

Proponha atividades físicas em casa

Pode parecer estranho, mas é possível fazer atividades físicas em casa. Para as crianças, elas devem envolver brincadeiras com dança, por exemplo. Vale utilizar a criatividade e fazer com que elas se mexam sem precisar ir às ruas. Além disso, pequenos passeios respeitando as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) são permitidos.

Busque hobbies e atividades divertidas

Para manter a saúde mental em dia, a hora da brincadeira e do lazer é fundamental. Por isso, busque alternativas de jogos e diversões que possam ser feitos por toda a família. Dessa forma, o tempo passará rapidamente e os laços entre o núcleo familiar se estreitarão ainda mais.

Mantenha o diálogo aberto

Por fim, a recomendação é: mantenha o diálogo aberto entre você e as crianças. O apoio dos pais é fundamental nesse momento e deve ser prioridade. Por isso, esteja disponível para o desabafo e tente passar tranquilidade e segurança aos pequenos nesse período tão atípico.

O período de isolamento social certamente não é fácil e pode trazer sérias consequências ao desenvolvimento infantil e à saúde mental das crianças. No entanto, com algumas estratégias, é possível evitar ou minimizar os efeitos negativos desse processo e torná-lo mais produtivo e tolerado de maneira saudável.

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